...ditos, mitos & ritos...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

SETEMBRO II _ O EQUINÓCIO DE OUTONO







.
SETEMBRO.II _ O EQUINÓCIO


DE OUTONO



Em Astronomia

Equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.
A palavra equinócio vem do Latim e significa "noites iguais". Os equinócios acontecem em Março e Setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do corpo solar está acima (ou metade abaixo) do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o corpo solar encontra-se metade abaixo (ou metade acima) do horizonte. Com esta definição, o dia durante os equinócios têm 12 horas de duração.
No hemisfério norte o equinócio da Primavera ocorre no dia 20 de Março, e o equinócio do Outono ocorre no dia 23 de Setembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério.
No hemisfério sul é o contrário, o equinócio da Primavera ocorre no dia 23 de Setembro, e o equinócio de Outono ocorre no 20 de Março. Estas datas marcam igualmente o início das respectivas estações do ano neste hemisfério.
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quanto está mais longe (afélio).
(Wikipedia)




O SIGNIFICADO ANCESTRAL E AS CELEBRAÇÕES
.
DO EQUINÓCIO DE OUTONO


À imagem do que tem acontecido nestas páginas, seguem-se excertos de informação retirada "por aí", relativa a reminiscências de culturas ancestrais que ainda nos nossos dias encontram quem as abrigue, numa riqueza de ritos de aproximação à Natureza e suas manifestações...






A " BUSCA DO INVERNO "


(...) "O Equinócio de Outono (também conhecido por: Mabon, o Segundo festival da colheita, festival do vinho, Festa de Avalon, Alben Elfed) é conhecido por ser um tempo de paz, harmonia e no qual devemos agradecer, relaxar, meditar e fazer uma introspecção, reflectir e renovar as nossas vidas finalizando projectos, fechandp negócios e resolvendo assuntos antigos.

As divindades desta época são: Modron, Morgan, Epona, Persephone, Demeter, Pamona and the Muses, Thoth, Thor, Hermes, e o Green Man.
Os druidas chamavam a esta época Mea’n Fo’mhair e honravam o Green man, divindade das florestas, oferecendo libações às árvores.
O nome teutónico para esta estação é “ A busca do Inverno” e ia desde o primeiro dia do equinócio até dia 15 de Outubro, que é o ano novo nórdico..."(...)






(...) "O equinócio de Outono pode ser celebrado de várias formas. No entanto devido à correria do dia a dia e ao estilo de vida que levamos não nos permitir celebrações que exijam muito tempo e dinheiro aqui ficam algumas sugestões simples e simbólicas.
Nesta época são apropriadas as oferendas à base de cidras, vinhos, ervas e fertilizantes.
Decore a sua casa com objectos alusivos a esta estação e/ou divindades. Pode decorar a sua casa por exemplo com imagens do green man (hoje em dia estas imagens e estatuas podem ser encontradas em várias lojas).
Adorne a sua casa com folhas secas, pode colocar uma taça na sala com folhas secas, bolotas, pinhas, etc.
Queime incensos com cheiros característicos do Outono.
Pratique algumas actividades relacionadas com esta estação como por exemplo a produção de vinho, apanha de ervas, bagas e frutos secos, caminhadas nos bosques ou ofereça libações às árvores.
Prepare uma refeição com os alimentos desta época (alimentos à base de trigo, pães, frutos secos como as nozes, maçãs, vegetais como as batatas, cenouras e cebolas, e vinhos) e reúna-se com a sua família e amigos, relaxem, passem dias tranquilos, desfrutem dos frutos e vegetais da época.


(docantodelilith)

(...) "O último festival do Ano Céltico é realizado no equinócio de Outono, chamado de Mabon ou Herfest (hervest). Marca o término dos esforços do ano, quando os frutos trabalhados são colhidos. Este dia tem de novo a luz e a escuridão em equilíbrio, antes de começar a época sombria. É o segundo festival das colheitas na Roda do Ano, em que se agradece à Deusa o sustento que deu aos homens para alimentar durante o inverno que vem aí. Celebram-se sobretudo as vindimas e a colheita das maçãs, símbolo da vida renovada. Partilhar os frutos da estação entre a comunidade, assim como deixar maçãs e uvas sobre as lápides funerárias como sinal de honra, são práticas antigas comuns aos celtas e aos neo-pagãos. Esta era, tradicionalmente, uma ocasião de grandes banquetes para celebrar as dádivas providas pela Mãe Natureza e para honrar as energias da terra e do céu que haviam nutrido as plantas para que elas pudessem produzir colheitas abundantes. A ceia era realizada no final da colheita, após a qual começava o que era, talvez, a época de mais trabalho para os celtas. Era vital para todos os frutos e grãos fossem colhidos com segurança e armazenados antes que chegassem os ventos e as chuvas do outono. Todos trabalhavam por longas horas e, assim, o banquete era uma recompensa para o trabalho árduo de cada um. Após o banquete que incluia caça, aves, peixes, pães, hortaliças e legumes, frutas, cidra e cerveja, eles cantavam e dançavam até o amanhecer. O tempo que ia de Herfest ao Samhain era uma época para ´por na cama’ os animais e a terra para o ano vindouro. A mente de todos estava no Ano Novo, um tempo de finalizações e novos inícios, de morte e renascimento. Quando a noite se aproximava, também os pensamentos das pessoas se voltavam para dentro, reflectindo sobre as lições e aventuras dos últimos meses e preparando-se para a estação do frio com os seus novos ensinamentos e sabedoria. Todos podiam olhar para trás, examinando um ano de aprendizagem e realizações, porque todos aprendem a viver em harmonia com a terra e o girar das estações, não podendo deixar de adquirir sabedoria e entendimento. Mabon também é conhecido como a festa de Avalon e da colheita do vinho. A época da caça grossa começava nesta altura do ano. Por isso, a data é dedicada aos deuses da caça, da pesca e da plenitude, em agradecimento pelos benefícios já recebidos ou ainda aguardados. A data astrológica correspondente é quando o sol atinge os 0º no signo balança.Para a igreja católica, o dia 25 de Setembro é o dia do Arcanjo Miguel, por oposição ao equinócio de primavera em que se comemora o Arcanjo Gabriel. Na perspectiva mitológica, este é o dia em que o Deus Luz (Rei Carvalho) é vencido pelo seu irmão gémeo alter-ego, o Deus da Escuridão (o Rei Azevinho). A noite conquista o dia ao tornar-se cada vez mais longa. A morte simbólica do Deus é representada pelo poder do sol que enfraquece. O Deus também se identifica com uma figura de folclore anglo-saxónica, John Barleycorn, um espírito dos campos do milho, cujos grãos são um símbolo solar. A efígie desta figura costuma ser queimada no campo durante as festas. Este costume pode estar na origem da ideia que os druidas faziam sacrifícios humanos. O primeiro a dizer que os druidas sacrificavam pessoas foi Júlio César, na obra ‘De Bello Galico’, embora admita nunca ter presenciado tal ritual e nem sequer conhecer ninguém que o tenha visto. No entanto vários historiadores posteriores repetiram e aumentaram a sua história, tentando dar uma visão bárbara e cruel do povo celta. Havendo tantos sacrifícios rituais, ano após ano, com certeza restariam vestígios arqueológicos, como esqueletos com mutilações, fracturas ou restos de carbonização. Pelo contrário, além de não existir nada que possa provar a veracidade de tal acto, o que se conclui com essas histórias é que não passavam de propaganda negativa para com esse povo. Tanto que na ilha de Mona (País de Gales) os druidas tinham uma tal reverência pela vida que recusaram pegar em espadas para se defenderem dos soldados romanos, que os massacraram. Na Irlanda, além dos druidas não pegarem em espadas ou armas, também era considerado um sacrilégio desembainhar uma espada na sua presença. Até alguém provar o contrário, é muito difícil, se não mesmo impossível, admitir que alguma vez tivessem sido praticados sacrifícios de pessoas ou animais, porque tal não corresponde de maneira alguma à ideologia céltica/druidica. No ritmo do ano, Mabon marca o tempo de descanso depois do trabalho das colheitas." (Por Lilith Le Fay-19-09-2005)





.

rocking chair

.

.