...ditos, mitos & ritos...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

AGOSTO II _ Mês De Festival Ancestral...

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AGOSTO II _ MÊS DE FESTIVAL

ANCESTRAL...

...LAMMAS...


Tal como foi anunciado anteriormente, e ainda como o próprio nome deste "blog" sugere, sempre que a lembrança me ocorrer, tentarei trazer por estas bandas algo que esteja em relação com tradições, celebrações, rituais ou aspectos da vida da Humanidade, independentemente dos limites temporais (nos seus duplos sentidos...), desde que deles haja notícia _ e fonte acessível .
Já aqui se trataram temas de rituais e concepções do mundo que precederam as religiões monoteístas, sem, no entanto, terem em alguns casos cessado de coexistir com estas, tendo-se inclusive verificado alguma tendência para o reaparecimento ou recrudescimento desses cultos ou para-religiões. Não é claro se a facilidade das comunicações tem contribuído para essa impressão ou se para tal ocorrência existem outros fundamentos, também aqui muito por alto abordados. Acontece que é incontornável a importância que os astros, sobretudo os mais próximos da terra, representam para os ciclos de vida no planeta, e por consequência, os seus efeitos em como a vida se desenvolve, tendo, por esse motivo tão óbvio, dado origem às primevas religiões centradas nesses _ entre ou juntamente com outros _ aspectos da Natureza .

Correspondendo à divisão do ciclo que corresponde ao "movimento" do Sol e às transformações daí decorrentes, existiam quatro festivais maiores, ainda presentes no que se conhece sobretudo da religião celta, e que de certo modo continuam a ter permanência nos ritos ou celebrações da chamada religião Wicca, entre outros cultos dedicados a moderna "feitiçaria", radicando, de um modo geral, nesses cultos ancestrais. Estes festivais tinham _ e parece continuarem a ser conhecidos por eles _ o nome de "Sabatts". E passo à apresentação de informação recolhida (em: avessodoavesso; portaldafeitiçariaeoutroswiccans;wikipedia.-adapt.)




"Lammas é o primeiro festival dos 'Sabbats' das colheitas. O trabalho do Verão e da Primavera está finalmente terminado nessa primeira colheita. Oferendas de pão são servidas ao Povo das Fadas e deixadas para os animais. Durante esse tempo poderia honrar-se a Deusa como a Senhora da Abundância e o Deus como o Sol que caminha para a morte, deixando libações de pão e cidra em Sua homenagem. Lammas, ou Lughnashad, o festival céltico ou celta em homenagem ao Deus Sol, ocorre em 1 de Agosto no hemisfério Norte e a 2 de Fevereiro no hemisfério Sul. Essa é a celebração das primeiras frutas da colheita. O Deus Sol transforma-se então no Deus das Sombras, doando a sua energia às sementes para que a vida seja sustentada, enquanto a Mãe se prepara para assumir o seu aspecto de Anciã.

É o tempo de ensinar o que se aprendeu, com os frutos já colhidos. Ramos de trigo assim como bonecas de milhos são símbolos tradicionais desse Sabbat. O pão é colocado sobre o Altar decorado com frutas e vegetais da colheita. Isso representa o início do ciclo da colheita. No Neopaganismo Ocidental, este é um festival dos grãos e por isso é chamado muitas vezes  "o Sabbat das primeiras frutas".
Lammas honra o Deus celta Lugh, o Deus das colheitas, do Fogo, da luz e do Sol. Ele foi o Rei dos Tuatha de Danan e consorte de Dana, a primeira Grande Mãe da Irlanda. Dana, como a rainha de Lugh e a Deusa Mãe, é também honrada nesse Sabbat. A Morte sacrificial e o renascimento de Lugh, assim como a colheita dos grãos, estão sempre ligados a Lammas, a simbolizar o Deus 
que sempre morrerá para renascer novamente através da benevolência da Deusa.


Outros aspectos desse Sabbat contêm a representação do crescimento do nascimento, da honra e do agradecimento à Deusa pelo seu ventre que cultivou as sementes, e a Lugh, no seu aspecto de Deus Sol, pelas bênçãos e fertilização do ventre da Deusa com o seu calor e luz. Lammas é um dos festivais celtas do Fogo. Na Irlanda corridas e jogos eram feitos em nome de Lugh e da sua mãe criadora Talitu. Lammas, que significa "massa do pão", é um nome mais recente para se referir a Lughnashad e começou a ser utilizado na Idade Média. É o dia em que os pães, feitos dos primeiros grãos das colheitas, são servidos e oferecidos aos Deuses antigos. Lammas é o tempo de honrar os aspectos de fertilidade e união da Deusa com o Deus, para gerar a fertilidade. Lammas é um dos quatro grandes Sabbats. Ocorre a ¼ de ano da chegada de Beltane. É um tempo tradicional para os trabalhos da "Arte" dos neopagãos. Para estes, ou os Wiccanos, o sentido da visão da luz que traz a frutificação das sementes da Primavera é o mistério de Lammas. Mas esse Sabbat também é um momento de espera, quando as sementes são colhidas na esperança de novas vidas que virão.
Um dos costumes modernos dos pagãos é construir nesse dias, como parte da comemoração de Lammas, bonecas de milho ou pequenas figuras feitas com pão. As bonecas são colocadas no Altar para representar a Deusa Mãe que preside à colheita. Uma nova boneca é feita nesse Sabbat e a antiga é então queimada para trazer boa sorte.
Lughnashad (que significa literalmente "festa ou festival de Lugh") era a festa celta que comemorava os jogos funerais de Lugh. Porém, não a morte de Lugh, mas os jogos que ele instituicionalizou para honrar a morte da sua mãe adoptiva, Talitu. Por isso Lughnashad da Irlanda é chamada "Talitu Games". Uma característica comum dos jogos eram os casamentos de Talitu, os casamentos informais que eram firmados por um ano e um dia ou até o próximo Lammas. Durante esse período, o casal decidiria se queria ficar junto ou romper com o casamento para que cada um seguisse o seu próprio caminho. Esses casamentos foram comuns até os anos 1500 e as cer
imónias eram geralmente celebradas por um poeta, um bardo ou um Sacerdote ou Sacerdotisa da Antiga Religião. Para muitos do Ocidente o início de Agosto, no hemisfério Norte, prenuncia a expectativa da colheita do trigo. Uma das lendas conta que em Lammas o Rei de Tara fez uma festa contendo um produto de cada província do seu reino. E não só mostrou como e quanto o seu reino era próspero, como também o seu agradecimento pela colheita. Por isso esse é o festival que dá graças por toda a bondade recebida da Mãe-Terra. Como parte desse processo de agradecimento, a primeira colheita de grãos maduros é colocada dentro da massa do pão que é partilhado por todos os membros da comunidade que festejam o Sabbat. As massas são moldadas na forma de Sol, simbolizando o Deus da colheita, ou simplesmente em formato redondo representando a Deusa e a Roda do Ano, ou em forma circular com um trigo no topo. Pães recém-assados são parte importante da celebração de Lammas. O pão é elementar por si mesmo: Terra, Ar, Fogo e Água são combinados numa substância que sustentou milhares de pessoas durante séculos.
O pão combina as sementes da terra (farinha), com a água, a substância que deu origem a todas as coisas. O s
al é o grande agente purificador. Levedura, o sagrado transformador dos Deuses, o segredo. Quando o amassamos, estamos a trabalhar com a energia do ar, pois é assim que o pão ganha forma. Finalmente, quando vai ao forno, entra em contacto com o elemento Fogo. Dessa forma todos os elementos estão presentes no pão. Em Lammas o Sol começa a declinar no céu, mas o grande calor do dia não evidencia a diminuição da luz. É o momento de celebrar a generosidade da colheita com poderosos ritos de gratidão. O Deus lentamente debilitado sacrifica-se para alimentar o seu povo. Simbolizando o milho colhido, o Deus assume o papel de salvador para preservar a vida na Terra. Este é o primeiro Sabbat da parte escura do ano. Lammas, como um festival de fogo e de colheita, assume muitos temas sacrificiais. Os antepassados sabiam que, para receber algo, deveriam dar primeiro. Sacrificavam o melhor da primeira colheita para assegurar que as colheitas subseqüentes fossem abundantes e cada vez maiores. Essa cerimónia sacrificial tornou-se o ponto central dos rituais de Lammas. Antigamente, nesses rituais havia uma efígie do Deus Milho feita com vime e outros materiais. O homem de vime era preenchido com todos os "sacrifícios"/ofertas da aldeia. Frutas, grãos, riquezas, vinho e outras oferendas eram colocados no interior. Uma fogueira enorme era construída e consagrada. Durante a cerimónia de Lammas, o homem de vime era lançado sobre o Fogo e sacrificado, levando assim os desejos das pessoas até ao mundo dos Deuses. Esse Poderoso ritual usa o simbolismo do Fogo como o elemento mais etéreo e primitivo na Natureza. Enfatiza a relação do Fogo com os Deuses da vida e a centelha da criação. Por incrível que pareça, ainda há quem execute esse rito de Lammas, o homem de vime hoje é feito de grãos, ou milho. Nenhum oferecimento de qualquer fonte animal é usado. Oferendas típicas incluem grãos, flores, frutas, incensos, ervas, pedras, perfumes, desejos escritos no papel. O ritual incluí um banquete fantástico com muitos pães frescos e frutas.
Lammas será o tempo de mostrar gratidão pelo que se começou a receber e sacrificar o que se puder para receber mais.


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darth vader.
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