...ditos, mitos & ritos...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

SETEMBRO.I : Agenda dos RITOS...








SETEMBRO.I : Agenda dos RITOS...*



Em "DITOS, MITOS & RITOS", dá-se destaque, nesta página, a uma listagem de RITOS associados a, ou simplesmente tendo lugar tradicionalmente em, SETEMBRO. Não existe critério especial para além da sequência cronológica na sua apresentação, tal como se encontrava online ( cultodavida ):

(* _ Em consideração para com os mais cerrados adeptos da Igreja Católica Apostólica Romana, a de maior implantação e ainda quase institucionalizada entre nós, não uso o termo RITUAL, propositadamente para estabelecer a devida distância, aos olhos de quem vê qualquer outra crença como "pagã". Para além desse facto, recorda-se a abundância de informação difundida sobre os calendários litúrgico e hagiográfico respectivos, pelo que não são incluídos aqui.)


Em Setembro:






8 de Setembro - No Tibete, o Festival das Águas, honrando regatos e duendes das águas.

10 de Setembro - Twan Yuan Chieh, ou festival feminino da reunião, um festival lunar em honra a Ch'ang-O, na China.

13-14 de Setembro - Cerimónia do Acender do Fogo no Egipto, em honra a Néftis e aos espíritos dos mortos.

18 de Setembro - O Chung-Chiu, ou festival chinês da Lua da Colheita, honrando a deusa lunar Ch'ang-O; aniversário da Lua. Normalmente ocorre na Lua Cheia.


19 de Setembro - Em Alexandria, no Egipto, um jejum de um dia em homenagem a Thoth, deus da sabedoria e da magia.


21 de Setembro - No Egipto, Festa da Vida Divina, uma celebração em homenagem à tripla deusa como: Donzela, Mãe e Anciã.


22 de Setembro - Equinócio de Outono, Morte de Tiamat na Sumária.
23 de Setembro - Festival de Némesis, deusa do Destino, na Grécia.

23 de Setembro - 1° de outubro - Festival sagrado Grego de Nove Dias da Grande Elusínia

27 de Setembro - Choosuk, ou Festival da Lua, na Coréia do Sul e em Taiwan, o qual honra os espíritos dos mortos. Nascimento de Atena na Grécia.

30 de setembro - Festival de Témis como governante de Delfos.

Lua Cheia - Festival de Ciuateotl, a deusa mulher serpente; aztecas e toltecas.

O Disirblot, ou Disablot, de Freya, marcava o início do Inverno para os nórdicos.






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amen:P
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

AGOSTO II _ Mês De Festival Ancestral...

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AGOSTO II _ MÊS DE FESTIVAL

ANCESTRAL...

...LAMMAS...


Tal como foi anunciado anteriormente, e ainda como o próprio nome deste "blog" sugere, sempre que a lembrança me ocorrer, tentarei trazer por estas bandas algo que esteja em relação com tradições, celebrações, rituais ou aspectos da vida da Humanidade, independentemente dos limites temporais (nos seus duplos sentidos...), desde que deles haja notícia _ e fonte acessível .
Já aqui se trataram temas de rituais e concepções do mundo que precederam as religiões monoteístas, sem, no entanto, terem em alguns casos cessado de coexistir com estas, tendo-se inclusive verificado alguma tendência para o reaparecimento ou recrudescimento desses cultos ou para-religiões. Não é claro se a facilidade das comunicações tem contribuído para essa impressão ou se para tal ocorrência existem outros fundamentos, também aqui muito por alto abordados. Acontece que é incontornável a importância que os astros, sobretudo os mais próximos da terra, representam para os ciclos de vida no planeta, e por consequência, os seus efeitos em como a vida se desenvolve, tendo, por esse motivo tão óbvio, dado origem às primevas religiões centradas nesses _ entre ou juntamente com outros _ aspectos da Natureza .

Correspondendo à divisão do ciclo que corresponde ao "movimento" do Sol e às transformações daí decorrentes, existiam quatro festivais maiores, ainda presentes no que se conhece sobretudo da religião celta, e que de certo modo continuam a ter permanência nos ritos ou celebrações da chamada religião Wicca, entre outros cultos dedicados a moderna "feitiçaria", radicando, de um modo geral, nesses cultos ancestrais. Estes festivais tinham _ e parece continuarem a ser conhecidos por eles _ o nome de "Sabatts". E passo à apresentação de informação recolhida (em: avessodoavesso; portaldafeitiçariaeoutroswiccans;wikipedia.-adapt.)




"Lammas é o primeiro festival dos 'Sabbats' das colheitas. O trabalho do Verão e da Primavera está finalmente terminado nessa primeira colheita. Oferendas de pão são servidas ao Povo das Fadas e deixadas para os animais. Durante esse tempo poderia honrar-se a Deusa como a Senhora da Abundância e o Deus como o Sol que caminha para a morte, deixando libações de pão e cidra em Sua homenagem. Lammas, ou Lughnashad, o festival céltico ou celta em homenagem ao Deus Sol, ocorre em 1 de Agosto no hemisfério Norte e a 2 de Fevereiro no hemisfério Sul. Essa é a celebração das primeiras frutas da colheita. O Deus Sol transforma-se então no Deus das Sombras, doando a sua energia às sementes para que a vida seja sustentada, enquanto a Mãe se prepara para assumir o seu aspecto de Anciã.

É o tempo de ensinar o que se aprendeu, com os frutos já colhidos. Ramos de trigo assim como bonecas de milhos são símbolos tradicionais desse Sabbat. O pão é colocado sobre o Altar decorado com frutas e vegetais da colheita. Isso representa o início do ciclo da colheita. No Neopaganismo Ocidental, este é um festival dos grãos e por isso é chamado muitas vezes  "o Sabbat das primeiras frutas".
Lammas honra o Deus celta Lugh, o Deus das colheitas, do Fogo, da luz e do Sol. Ele foi o Rei dos Tuatha de Danan e consorte de Dana, a primeira Grande Mãe da Irlanda. Dana, como a rainha de Lugh e a Deusa Mãe, é também honrada nesse Sabbat. A Morte sacrificial e o renascimento de Lugh, assim como a colheita dos grãos, estão sempre ligados a Lammas, a simbolizar o Deus 
que sempre morrerá para renascer novamente através da benevolência da Deusa.


Outros aspectos desse Sabbat contêm a representação do crescimento do nascimento, da honra e do agradecimento à Deusa pelo seu ventre que cultivou as sementes, e a Lugh, no seu aspecto de Deus Sol, pelas bênçãos e fertilização do ventre da Deusa com o seu calor e luz. Lammas é um dos festivais celtas do Fogo. Na Irlanda corridas e jogos eram feitos em nome de Lugh e da sua mãe criadora Talitu. Lammas, que significa "massa do pão", é um nome mais recente para se referir a Lughnashad e começou a ser utilizado na Idade Média. É o dia em que os pães, feitos dos primeiros grãos das colheitas, são servidos e oferecidos aos Deuses antigos. Lammas é o tempo de honrar os aspectos de fertilidade e união da Deusa com o Deus, para gerar a fertilidade. Lammas é um dos quatro grandes Sabbats. Ocorre a ¼ de ano da chegada de Beltane. É um tempo tradicional para os trabalhos da "Arte" dos neopagãos. Para estes, ou os Wiccanos, o sentido da visão da luz que traz a frutificação das sementes da Primavera é o mistério de Lammas. Mas esse Sabbat também é um momento de espera, quando as sementes são colhidas na esperança de novas vidas que virão.
Um dos costumes modernos dos pagãos é construir nesse dias, como parte da comemoração de Lammas, bonecas de milho ou pequenas figuras feitas com pão. As bonecas são colocadas no Altar para representar a Deusa Mãe que preside à colheita. Uma nova boneca é feita nesse Sabbat e a antiga é então queimada para trazer boa sorte.
Lughnashad (que significa literalmente "festa ou festival de Lugh") era a festa celta que comemorava os jogos funerais de Lugh. Porém, não a morte de Lugh, mas os jogos que ele instituicionalizou para honrar a morte da sua mãe adoptiva, Talitu. Por isso Lughnashad da Irlanda é chamada "Talitu Games". Uma característica comum dos jogos eram os casamentos de Talitu, os casamentos informais que eram firmados por um ano e um dia ou até o próximo Lammas. Durante esse período, o casal decidiria se queria ficar junto ou romper com o casamento para que cada um seguisse o seu próprio caminho. Esses casamentos foram comuns até os anos 1500 e as cer
imónias eram geralmente celebradas por um poeta, um bardo ou um Sacerdote ou Sacerdotisa da Antiga Religião. Para muitos do Ocidente o início de Agosto, no hemisfério Norte, prenuncia a expectativa da colheita do trigo. Uma das lendas conta que em Lammas o Rei de Tara fez uma festa contendo um produto de cada província do seu reino. E não só mostrou como e quanto o seu reino era próspero, como também o seu agradecimento pela colheita. Por isso esse é o festival que dá graças por toda a bondade recebida da Mãe-Terra. Como parte desse processo de agradecimento, a primeira colheita de grãos maduros é colocada dentro da massa do pão que é partilhado por todos os membros da comunidade que festejam o Sabbat. As massas são moldadas na forma de Sol, simbolizando o Deus da colheita, ou simplesmente em formato redondo representando a Deusa e a Roda do Ano, ou em forma circular com um trigo no topo. Pães recém-assados são parte importante da celebração de Lammas. O pão é elementar por si mesmo: Terra, Ar, Fogo e Água são combinados numa substância que sustentou milhares de pessoas durante séculos.
O pão combina as sementes da terra (farinha), com a água, a substância que deu origem a todas as coisas. O s
al é o grande agente purificador. Levedura, o sagrado transformador dos Deuses, o segredo. Quando o amassamos, estamos a trabalhar com a energia do ar, pois é assim que o pão ganha forma. Finalmente, quando vai ao forno, entra em contacto com o elemento Fogo. Dessa forma todos os elementos estão presentes no pão. Em Lammas o Sol começa a declinar no céu, mas o grande calor do dia não evidencia a diminuição da luz. É o momento de celebrar a generosidade da colheita com poderosos ritos de gratidão. O Deus lentamente debilitado sacrifica-se para alimentar o seu povo. Simbolizando o milho colhido, o Deus assume o papel de salvador para preservar a vida na Terra. Este é o primeiro Sabbat da parte escura do ano. Lammas, como um festival de fogo e de colheita, assume muitos temas sacrificiais. Os antepassados sabiam que, para receber algo, deveriam dar primeiro. Sacrificavam o melhor da primeira colheita para assegurar que as colheitas subseqüentes fossem abundantes e cada vez maiores. Essa cerimónia sacrificial tornou-se o ponto central dos rituais de Lammas. Antigamente, nesses rituais havia uma efígie do Deus Milho feita com vime e outros materiais. O homem de vime era preenchido com todos os "sacrifícios"/ofertas da aldeia. Frutas, grãos, riquezas, vinho e outras oferendas eram colocados no interior. Uma fogueira enorme era construída e consagrada. Durante a cerimónia de Lammas, o homem de vime era lançado sobre o Fogo e sacrificado, levando assim os desejos das pessoas até ao mundo dos Deuses. Esse Poderoso ritual usa o simbolismo do Fogo como o elemento mais etéreo e primitivo na Natureza. Enfatiza a relação do Fogo com os Deuses da vida e a centelha da criação. Por incrível que pareça, ainda há quem execute esse rito de Lammas, o homem de vime hoje é feito de grãos, ou milho. Nenhum oferecimento de qualquer fonte animal é usado. Oferendas típicas incluem grãos, flores, frutas, incensos, ervas, pedras, perfumes, desejos escritos no papel. O ritual incluí um banquete fantástico com muitos pães frescos e frutas.
Lammas será o tempo de mostrar gratidão pelo que se começou a receber e sacrificar o que se puder para receber mais.


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darth vader.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

AGOSTO.I ...Mês.Dos.Eclipses...










AGOSTO.I
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...Mês.Dos.Eclipses...

Tal como se anunciava na página anterior, Agosto presenteia-nos, este ano, com dois eclipses:
I _ Eclipse total do Sol, em 1 de Agosto

II_ Eclipse parcial da Lua, em 16 de Agosto
Conforme já foi referido, há circunstâncias especiais para que seja quase uma excepção a ocorrência destes dois eventos, quando, teoricamente, todos os meses haveria, supostamente e em princípio, dois eclipses tendo por protagonistas o Sol, a Terra e a Lua; não o repetiremos, por conseguinte. Claro que nem todos os lugares do globo poderão usufruir da visão, total ou parcial, de cada um destes eclipses.

Por exemplo, no que se refere ao Eclipse do Sol, este terá uma grandeza máxima = 1,039, considerando o diâmetro do sol como unidade.
Será visível na Europa exceptuando-se a Península Ibérica e a metade ocidental da Itália; na Ásia, com excepção das zonas leste e sudoeste da Península Arábica, e no extremo nordeste do Canadá. A faixa da totalidade atravessa o norte do Canadá, a Gronelândia, a Sibéria, a Mongólia e a China.

No que respeita ao Eclipse parcial da Lua, a sua grandeza será = 0,813, considerando o diâmetro da Lua como unidade.
O começo da fase de sombra será visível em África, na ilha de Madagascar, na Europa, na metade ocidental da Ásia, no Oceano Atlântico e no Oceano Índico.
Em Lisboa a Lua nasce às 19h 21m.





Conforme tinha prometido, vou avançar um pouco mais sobre o modo como o homem tem reagido à existência destes fenómenos, hoje em dia quase perfeita e calmamente aceites por todos. Seguem-se excertos de textos de pesquisas feitas "por aí", que passo a apresentar:



"O homem sempre encarou o Sol com respeito e reverência, não só por ser visto como a fonte de energia que providencia toda a vida, mas também pela sua constância e a fiabilidade inflexível do ciclo de dia e noite. O ciclo diurno acabou por constituir o padrão evolucionário de todos os seres vivos, de tal modo que eles reagem ao pôr e ao erguer do Sol como se fossem remotamente controlados pelo próprio Sol. O ocaso e a aurora acabaram por tornar-se os reguladores naturais dos nossos períodos de actividade e de descanso. Não é, por conseguinte, surpreendente que o Sol acabasse por ser tratado com tanto respeito e até venerado pela segurança que inspira. E é precisamente devido à invariabilidade do ciclo de movimento do sol através do céu que nos tornamos sensíveis a qualquer interrupção que ocorra.

Nos tempos em que os eclipses solares não eram ainda entendidos, estes fenómenos eram causa de grande alarme e geralmente eram atribuídos a agentes sobrenaturais.
Entre
os Romanos, houve um tempo em que o facto de se dizer abertamente que poderiam ser devidos a causas naturais foi considerado uma blasfémia e uma ofensa em termos legais.
Um eclipse solar total é, na verdade, um facto inspirador de certo respeito, até para astrónomos experientes. O cenário vai-se transformando pelo gradual enfraquecimento da luz do sol, enquanto a lua se vai deslocando através do disco solar, mesmo que o céu se mantenha claro e azul. Ainda antes que o eclipse atinja a sua totalidade, a sombra pode ser observada a progredir a uma velocidade de 200 milhas/hora e o ar torna-se estranhamente silencioso. À medida que a escuridão surge e passa, sente-se um impulso involuntário de nos encolhermos e baixarmos, até a sombra passar; um olhar para o sol revela as proeminências avermelhadas como enormes labaredas iradas embebendo a luz translúcida da coroa. A atenção de qualquer pessoa acaba por ficar presa à magnificência do espectáculo até que, repentinamente, o sol reaparece. A aurora repete-se num curto espaço de poucos segundos e o mundo parece retornar novamente à vida.

O primeiro eclipse de que há registo foi o que ocorreu em 22 de Outubro de 2136 AC e que foi referido no antigo clássico chinês Chou King ou Livro da História.

Mas os eclipses devem ter sido observados ainda antes deste, pois consta que os dois astrónomos oficiais nessa época foram apanhados de surpresa por aquele acontecimento, com o resultado de não terem tido tempo suficiente para procederem à preparação dos ritos habituais. Estes constavam de procedimentos tais como bate
r em tambores e gongos, atirar setas para o céu e provocar um tumulto enorme com a intenção de afastar o monstro que ameaçava devorar o sol.
Apes
ar do facto de o sol ter-se recuperado deste ataque, os dois astrónomos foram executados devido à sua negligência. Há ainda registo de vários outros casos de uso de rituais para afastar a ameaça ao sol, não só entre os chineses mas também entre os hindús. Em algumas culturas chegaram a ser levados a efeito sacrifícios humanos.

Um caso particularmente interessante, já nos tempos modernos, é relatado numa carta dirigida ao Philadelphia Inquirer relativamente ao eclipse de 29 de Julho de 1878:

Foi a visão mais portentosa a que já pude assistir mas assustou terrivelmente os índios.
Alguns de entre eles lançaram-se de joelhos e invocaram a protecção divina; outros prostraram-se de rosto no chão; outros berraram e choraram de puro terror. Finalmente, um indivíduo saiu por uma porta, de pistola em punho e, fixando os olhos no sol obscurecido, murmurou algumas palavras ininteligíveis, e erguendo os braços acima da cabeça, apontou à luminária, fez fogo coma arma e, após ter gesticulado, de forma extraordinária, com os braços erguidos, retirou-se para o interior da casa. Isso aconteceu precisamente no momento em que tudo terminou
.”

Os eclipses solares são geralmente muito curtos e a fase total não pode durar mais do que 8 minutos. É precisamente a natureza efémera deste acontecimento que parece promover o uso de um qualquer tipo de ritual. Assim que a sua demonstração tem lugar, o “monstro” retira-se e o eclipse termina. Preceitos assim tão eficazes são obviamente relembrados e usados tão só a ocasião se repita.

Actualmente toda a gente espera que as previsões sejam precisas à fracção do segundo porque compreendemos os princípios físicos subjacentes e já todos conhecem os movimentos do sol, terra e lua em pormenor.

Na história do eclipse chinês, há a inferência de que os astrónomos deveriam ter tido conhecimento antecipado e há, portanto, razão para crer que as previsões básicas eram possíveis devido ao ciclo repetitivo dos eclipses conhecido como Saros.

Os Babilónios, c
onhecidos entre outros motivos pelo avanço dos seus conhecimentos na área da matemática, descobriram que havia um Saros ou ciclo de 223 intervalos entre luas novas, após o qual ocorrem eclipses do sol e da lua. Se um eclipse for visto num determinado dia, então é certo que irá ocorrer outro 18 anos, 10 dias e 7 horas depois, e que irá ser visível do mesmo lugar, mas que não terá a mesma aparência.

Em média ocorrem 41 eclipses no ciclo Saros, e cada um deles será seguido de outro precisamente 18 anos mais tarde.
O Saros era certamente do conhecimento dos Chineses que deviam tê-lo usado para determinarem as datas dos eclipses. O primeiro exemplo documentado do uso do Saros foi a previsão do eclipse de 28 de Maio de 585 AC por Tales de Mileto, o cientista e estadista grego, mas não existem dúvidas de que o método fora usado antes deste.

Obviamente, a capacidade de previsão era um forte instrumento de poder nas mãos dos astrólogos, e as suas leituras do céu eram correlacionadas, de modo variável, com desastres naturais, mortes, guerras e o desagrado dos deuses.

Em tempos
mais recentes, outros usaram os seus conhecimentos sobre os eclipses com amplos resultados. Sir Arthur Helps, na sua “Vida de Colombo“ (1910), relata a história de como o explorador usou o eclipse lunar de 2 de Abril de 1493 para obter provisões, dos habitantes da Jamaica. De início relutantes em ajudar, foram por ele ameaçados com a vingança divina, “…pois naquela mesma noite a luz da lua haveria de apagar-se”. Os nativos encheram-se de medo e, durante o eclipse foram ter com Colombo pedindo a sua intercessão _ com o inevitável resultado de a lua lhes ser devolvida, e o aprovisionamento deixar de ser um problema.
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A única diferença entre os eclipses solares e os lunares, no que respeita à sua previsão e observação, é que um eclipse solar total só pode ser visto numa estreita faixa da superfície terrestre que é percorrida pela sombra da lua durante o tempo de duração do eclipse, e que só pode atingir as 150 milhas de largura. Os eclipses lunares podem ser observados pela totalidade do hemisfério terrestre que estiver voltado para a lua.
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Seria de esperar que a possibilidade de ter conhecimento detalhado sobre os processos que estão na base da ocorrência dos eclipses erradicassem alguns dos receios que os acompanham, mas os testemunhos recolhidos pelos antropólogos modernamente parecem refutar tal ideia. Parece que a reacção primária a uma perturbação natural de grande dimensão, como é um eclipse, ainda envolve uma considerável dose de genuíno medo." (em: Atrothon _ trad. de m.m.)

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teddy