...ditos, mitos & ritos...

terça-feira, 15 de julho de 2008

JULHO.Tempo.De.Pausa...

...





JULHO.Tempo.De.Pausa...




(Preparação para os eclipses...

...do próximo mês...)


Levei mais tempo do que previa a tratar de arranjar material sobre este tema, em previsão da ocorrência de dois destes fenómenos para o mês de Agosto, sendo o primeiro logo no início do mês.
A verdade é que em princípio, a partir das mais básicas explicações para a existência dos eclipses como fenómenos naturais tendo a Terra como perspectiva, e decorrentes das posições relativas dos três astros em causa _ Terra ,Sol e Lua _ , seria de esperar podermos ( ou pelo menos em alguns lugares da Terra) assistir a dois destes fenómenos mensalmente; acabamos por ter de saber um pouco mais para entender por que razão, afinal, não temos sempre os dois eclipses mensais, como à primeira vista seria, então, de esperar.
Mas esta abordagem seria, na minha intenção, apenas um prólogo à verdadeira temática que gostaria de desdobrar por aqui, mas sobre a qual não consegui resultados satisfatórios: o significado oculto dos eclipses, a sua importância sobretudo nas civilizações primevas, em que a ciência não era suficiente para explicá-los como fenómenos naturais ou, pelo menos, esse conhecimento não era tão facilmente disseminado para erradicar as repercussões com significados sobrenaturais que acabariam por ter para a maioria das populações, e o seu papel nas suas existências.
No entanto, passarei a apresentar alguns factos recolhidos, e ficarei praticamente pelos de cariz académico, quanto mais não seja como forma de recordar aprendizagens realizadas em contexto escolar...mas pelo menos...ao som de música...
Boa viagem! ... Ah, e é bom não esquecer o uso de óculos adequados, no caso de se pretender acompanhar um eclipse solar!


Da WIKIPEDIA :
Eclipse
É a ocultação de um astro quando este é atingindo pela sombra de outro, ou quando, pela posição, um encobre o outro. Quando isso ocorre com um astro qualqer, chama-se ocultação. Quando ocorre com o Sol ou com a Lua, denomina-se eclipse.

Eclipse da Lua: Há dois tipos, o parcial e o total. É quando a Lua fica encoberta totalmente ou parcialmente pelo cone de sombra projetado pela Terra. Ocorre quando os três astros se encontram em oposição.
Eclipse do Sol: ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol estão em comunicação. A passagem da Lua em frente ao disco Solar faz com que uma parte da Terra seja atingida pelo Vé
rtice do cone de sombras da Lua. Nessa parte ocorre um eclipse total do Sol. Nas vizinhanças, atingidas somente pela penumbra, teremos um eclipse parcial, isto é, o disco solar não fica totalmente encoberto. Quando o cone de sombra não chega a atingir a Terra, pode ser observado um eclipse anular. Neste caso tem-se a impressão de que o disco lunar de menor diâmetro não consegue encobrir o disco Solar, deixando uma auréola Solar exposta na sua periferia.
(Referências : 2 gleichzeitige Transits − Venus und die Raumstation ISS vor der Sonne)

"Eclipse significa o desaparecimento aparente e temporário de um corpo celeste pela interposição de outro. A palavra vem do grego ekleipsis, que significa desmaio. O astro interceptado escurece, como se sofresse um desmaio, daí o designativo de origem grega, que se costuma reservar para os casos do Sol e da Lua, embora também ocorram eclipses entre outros astros, como os satélites de Júpiter ou mesmo entre estrelas distantes.
Mistério revelador


Para muitas pessoas os eclipses evocam mistério, mas para a ciência eles servem justamente para desvendá-los. Os eclipses da Lua forneceram a primeira evidência da forma da Terra e também foram utilizados no estudo da alta atmosfera terrestre. O tamanho e a distância da Lua também foram revelados com admirável precisão, ainda antes de Cristo, através de cálculos simples a partir da observação de eclipses lunares. E a principal contribuição científica dos eclipses solares sem dúvida está nos estudos da atmosfera solar, que se torna visível durante os poucos minutos da escuridão diurna propiciada por um eclipse total." " (...)"(em: www.zenite.nu/eclipse)








PORQUE NÃO VEMOS UM ECLIPSE A CADA LUA NOVA?Para além da órbita da Lua em torno da Terra não ser um círculo, esta também não é feita segundo o mesmo plano. O plano orbital da Lua tem um desvio de 5% em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol (conhecido como eclíptica). Embora 5% seja um valor aparentemente pequeno, é suficiente para que seja raro o alinhamento perfeito dos três astros - Sol, Lua e Terra.
Esquema representativo das órbitas da Terra e da Lua, onde podemos ver que as 2 órbitas não se encontram no mesmo plano. A linha que resulta da intersecção entre os planos da órbita da Terra e da Lua é conhecida como "linha dos nodos". Assim, as condições de alinhamento dos três astros só ocorrem em dois pontos específicos (dois nodos) e diametralmente opostos. No entanto, para que um eclipse do Sol ocorra é necessário igualmente que a intersecção das órbitas ocorra numa ocasião em que a Lua esteja em fase de Lua Nova. Pelo contrário, para que aconteça um eclipse da Lua a intersecção das órbitas terá de ocorrer numa altura de Lua Cheia. Todas estas condições limitam claramente a ocorrência de um eclipse.
Existem assim, duas épocas ao longo de um ano em que podem ocorrer eclipses, mas devido às perturbações gravitacionais sofridas pela órbita da Lua, estas épocas variam com o tempo. Deste modo, os alinhamentos verificam-se a cada 173 dias.
EXISTE UM CICLO PARA OS ECLIPSES.
A frequência e ocorrência de um eclipse é regulada pelo Ciclo de Saros, que é um período com aproximadamente 6.585,3 dias (18 anos, 11 dias e 8 horas).
O ciclo de Saros surge da combinação de três períodos orbitais da Lua:
O Mês Sinódico - Definido como o período entre duas Luas Novas: 29 dias, 12 horas e 44 minutos
O Mês Dracónico - Definido como o período entre dois nodos sucessivos: 27 dias, 5 horas e 6 minutos
O Mês Anomalístico - Definido como o período entre perigeus, ou seja, altura em que a Lua está mais próxima da Terra: 27 dias, 13 horas e 19 minutos Cada ciclo de Saros equivale a 233 meses sinódicos, ou em alternativa e com uma aproximação até duas horas, a 242 meses dracónicos e 239 meses anomalísticos. Dois eclipses separados por um completo ciclo de Saros partilham muitas semelhanças pois ocorrem no mesmo nodo, com a Lua praticamente à mesma distância da Terra, e na mesma altura do ano.
Uma típica série de Saros pode ser composta por 70 a 80 eclipses, 50 dos quais centrais (totais ou anulares).
Como anualmente ocorrem entre dois e cinco eclipses, há aproximadamente quarenta séries de Saros e decorrer em simultâneo. Quando uma série velha termina, novas estão a começar e tomam o seu lugar.
Como exemplo podemos usar a série de Saros 145, da qual fazem parte os eclipses (centrais) do Sol de 1891, 1909, 1927, 1945, 1963, 1981, 1999, 2017, 2035 e 2053. Esta série teve início em 1639 com um eclipse parcial que ocorreu próximo do Pólo Norte. O primeiro eclipse central desta série aconte
ceu em 1891 ao qual se seguiu um eclipse anular em 1927. O eclipse total de 1999, que foi visto como parcial desde Portugal, foi o 5º eclipse total desta série. Ao todo serão 41. Esta série terminará em 3009, e o seu último eclipse total ocorrerá em 2648, e será visível na região próxima do Pólo Sul.
O eclipse do dia 3 de Outubro será o 43º eclipse da série de Saros 134. A série teve início a 22 de Junho de 1248, com um eclipse parcial, ao qual se seguiram mais 9. Os primeiros oito eclipses centrais foram totais, depois ocorreram 16 eclipses híbridos. O primeiro eclipse completamente anular aconteceu a 8 de Julho de 1861. O último eclipse anular desta série acontecerá a 21 de Maio de 2384. Até ao seu final em 6 de Agosto de 2510, esta série ainda produzirá 7 eclipses parciais.
Um outro ciclo de eclipses é o Inex. O Inex é definido como o período de 358 meses sinódicos. O Inex é útil pois marca o intervalo de tempo entre duas séries de Saros consecutivas.
(
http://www.astro.)



............


ECLIPSES E ASTROLOGIA








Eclipse solar, lunar
Acontece um eclipse quando um astro oculta outro segundo um observador na Terra. Os eclipses podem ser parciais, totais ou anulares, dependendo do grau de obscurecimento do astro ocultado.
A ocorrência de um eclipse provoca um efeito muito forte no campo magnético da Terra, assim como no campo magnético dos nossos corpos.
Quando a Terra oculta a Lua do Sol, chama-se eclipse lunar. E este acontece no momento do ciclo lunar, da lua cheia; quando o Sol, a Terra e a Lua estão alinhados na mesma direção.
Os eclipses lunares sugerem alterações necessárias na área de condicionamentos, hábitos e se relacionam com a dimensão familiar e emocional.
O Eclipse solar ocorre quando a Lua vista desde a Terra, eclipsa o Sol na fase Lua Nova. O Eclipse solar é de grande significado na Astromedicina.
Ocorre, no mínimo, um eclipse solar em algum lugar do mundo a cada seis meses lunares.
Os eclipses solares sugerem eventos transformadores nas áreas onde exercitamos o poder, seja numa área da nossa vida, de uma empresa ou governo, identificando ações que devem ser realizadas para iniciar novos ciclos de actividade.

Mapa natal e eclipses
Astrologicamente a área da vida que será influenciada pelo eclipse está no eixo de casas onde ele ocorra. Especialmente se existirem planetas no mesmo grau. No caso de ter um planeta no grau realçará a energia desse planeta, mais se for o Sol ou a Lua.
Quando o eclipse atinge o Sol natal, o efeito é mais forte e os assuntos associados ao Sol natal devem ser observados e protegidos durante os seis meses que se seguem.
Vejamos os aspectos a que devemos ficar atentos, segundo a casa no mapa natal, onde caia o eclipse, por seis meses:

Casa I ou Casa VII: a pessoa e o que quer, o físico ou o relacionamento.

Casa II ou Casa VIII: o financeiro ou o sexual.

Casa III ou Casa IX: viagens, irmãos, parentes, educação, ou estrangeiros...

Casa V ou Casa XI: filhos, criação, ou amigos, grupos, projectos...

Casa VI ou Casa XII: Saúde, questões no serviço, ou o oculto, retiros...


Observem-se especialmente os eclipses em conjunção ao Sol natal, ao Ascendente, ao regente do Ascendente ou os que caiam na casa VI ou XII.
É bom observar os eclipses no mapa. Seja onde for que vá ocorrer, essa área vai ser evidenciada e algo nela precisa de atenção especial por 6 meses. O eclipse ao potenciar a casa e seu conteúdo provocará uma espécie de depuração onde perceberemos nossos excessos e desvios, abandonos ou confusões. Conhecendo com antecedência a casa onde o eclipse ocorrerá, pode organizar o que esteja em falta e assim o eclipse passará sem grandes desafios.
No mapa de um país a posição do eclipse evidenciará o sector da sociedade onde aconteceram ou acontecerão factos relevantes. (Experimente acompanhar o mapa do seu país a esse respeito.)
(ATROTHON-adapt.)







run for the hills