...ditos, mitos & ritos...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

III_JUNHO _ O Mês Do Solstício De Verão...

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Wunderground.com Sky : Weather Underground
(mapa astronómico/astrológico interactivo)



III

( Lua cheia elevando-se, vista "junto" do Templo de Poseidon, Grécia_18/06/08)


JUNHO _ O Mês Do Solstício


De Verão...


Será difícil encontrar um tema relacionado com este mês que não tenha a ver com natureza, ar livre, enfim, ambiente em qualquer sentido, do mais ao menos lato...mas até faremos esse esforço. Daí não considerar importante, dentro deste "limite" temporal, tratar qualquer assunto em obediência e sujeição a qualquer calendário mais restrito. E até chegar ao fim...

...SANTOS(?) POPULARES...



Junho é ainda chamado o mês dos Santos Populares. Não será difícil compreender os fundamentos da escolha desta época para tais celebrações, se pensarmos que é a época do bom tempo para a recreação ao ar livre; a boa disposição que o clima aporta predispõe à extroversão e daí a pensar em festas ou festejos não custa nada. Sobretudo se nos recordarmos que o calendário cristão não é tão inocente como os santos que celebra em determinadas ocasiões. Neste caso referimo-nos à "coincidência " de datas de celebrações de divindades ou entidades de povos de culturas e/ou civilizações recuadas no tempo, com alguns resíduos após a cristianização, sobretudo em tempos mais modernos, devido a uma maior liberalidade ou liberdade face à anterior posição dominante do Cristianismo, conforme se pode ler num trabalho sobre o tema das festas populares em geral. E passo a citar:

"(...)Estas festas, consideradas pagãs após o nascimento do cristianismo, foram objecto de intensa acção da recém-nascida religião com o objectivo de extingui-las. Entretanto, sendo como eram, manifestações profundamente enraizadas nas práticas quotidianas da população, não restou outra alternativa à Igreja senão incorporá-las à sua liturgia. Após vários séculos de estreita simbiosis entre o sagrado e o profano, actualmente estas manifestações projectam no cenário da pós-modernidade toda a força das suas longínquas raízes, as quais, sobrepondo-se aos limites da liturgia e da fé católicas, identificam as verdadeiras faces da cultura como prática quotidiana e como expressão comunicativa. (...) Na Roma antiga o calende di giugno era basicamente dedicado ao Sol ou melhor, ao solstício de verão, sob a forma de fogo; durante todo o mês festejavam-se os diferentes deuses ligados à religião do Sol. A primeira destas festas era a Vestalia, a festa dedicada a Vesta, ligada ao fogo da terra; a seguir,vinha a festa de Romolo Quirinale, no dia 29. Era tão forte o culto ao Sol e a sua relação com o fogo, o calor, que o imperador Aureliano fixou a data da festa do Sol _ o Sol Invictus _ no dia do solstício de Verão: 21 de Junho. Segundo estudiosos, desde a Roma antiga os plebeus e os escravos festejavam o solstício de Verão (21 de Junho) com uma festa de alegria e de embriaguez, que era associada ao rei nascido do fogo, Servio Tullio. As diversões populares dessa festa compreendiam corridas a pé e pelo rio Tevere, em barcos enfeitados com flores e ocupados por jovens que se embriagavam. Desde aquela época já era uma festa relacionada com a água e com o fogo; uma espéciede Saturnalia de Verão, era uma festa denominada Fors Fortuna e Sol Invictus, as entidades integrantes da antiga religião do Sol . Esta antiga religião do Sol tem origem no mito que envolve a vida de Servio Tullio, sexto rei romano que, segundo os mitos, era protegido da deusa

Fortuna; esta deusa , que protegia o destino individual e a boa sorte vivia uma história de amor com Servio Tullio na qual se debatia entre a profunda paixão que sentia pelo mortal e a sua condição de deusa. Além disso, era ele mesmo objecto de adoração, pois recebia emanações de Vulcano, seu pai, além de haver nascido do fogo. Por outro lado, segundo as fontes clássicas, nem mesmo o incêndio que em 539 a.C. devastou a região romana onde estava o templo da deusa Fortuna afectou uma estátua de Servio, embora esta fosse de madeira. Assim, a prática antiga estabelecia uma profunda relação entre o rei Servio, a deusa Fortuna, o Sol e o fogo, o suficiente para que fossem realizados rituais sagrados em sua honra. Para estes rituais existiam dois templos e duas datas na Roma antiga. A primeira data era 11 de Junho, celebrado no templo do Foro Boario (até hoje existente); era uma manifestação ritualística sagrada, reservada aos sacerdotes e iniciados. A outra festa realizava-se em 21 de Junho em outro templo que se situava do outro lado do Tevere, onde a plebe participava, invocando o nome da deusa Fors Fortuna, em grandes manifestações de alegria e embriaguez. Os jovens passavam o dia no templo, dançando enfeitados de flores, em jogos de água e de fogo. Segundo Varrão, esta festa foi estabelecida por Servio Tullio, o qual teria também erigido estes templos à deusa Fortuna. O certo é que esta festa era dedicada ao solstício de Verão, ao calor solar e às suas qualidades de maturar os frutos da terra. Daí o costume de enfeitar casas, templos, pontes e até mesmo as pessoas com belas guirlandas de flores. A festa de Fors Fortuna continuou a figurar no calendário apenas no dia 24 de Junho. Na época contemporânea pode-se assistir na Piazza San Giovanniin Laterano, no centro de Roma, durante a noite de 23 para 24 de junho, a uma festa derivada do antigo ritual da Fors Fortuna. Os rituais de San Giovanni, ainda hoje muito festejados na Itália e outras partes do mundo(!), fazem parte desta antiga festa .pagã. do solstício de Verão, onde, como em qualquer festa cíclica, se representavam e celebravam a morte e o renascimento da vegetação, a fecundidade e a fertilidade da natureza e dos homens. A noite de San Giovanni é especial, carregada de magia e de bons presságios; prenhe das forças sagradas que estão difusas na natureza, é a noite que decide os destinos de todo o ano solar. É a noite das práticas adivinhatórias, da purificação pela água e pelo fogo, a noite das fogueiras ritualísticas, da colheita nocturna das ervas benéficas, a noite das uniões sagradas.


Como é possível um ritual nocturno, alusivo a um remoto culto agrário e solar, ter sido identificado com o culto a San Giovanni? A hipótese mais provável, segundo uma autora que cita vários outros pesquisadores, é que o cristianismo integrou no interior da própria liturgia as duas grandes festas .pagãs.: o 21 de Junho (.exportado. para 24 de Junho para coincidir com o dia de San Giovanni), como solstício de Verão, e o 25 de Dezembro, como solstício de Inverno, celebrado através das Saturnalia. Uma vez que aquelas festas eram dois momentos muito especiais das antigas práticas culturais populares, a Igreja, provavelmente, tratou de fortalecer ainda mais a ligação já existente entre São João Baptista e a figura de Cristo, transformando, através de uma elaboração teológica, as duas festas .pagãs. e populares em festas religiosas. O mito dos dois sacros nascimentos como metáfora do ciclo agrário solar foi fundado pelo próprio Evangelho, o que tornou fácil sua manipulação pela Igreja.(...). Como na celebração do ritual antigo, as festas do solstício de Verão e de Inverno identificavam-se com uma religião agrária e solar, na elaboração cristã o complexo mítico-ritualístico de Cristo e de João Baptista foi integrado num único ciclo; não é por acaso que ambas as festas se realizam, primordialmente, à noite: a Noite de São João e a Noite de Natal. Esta operação de absorção, condicionamento e adaptação do culto cristão ao antigo substrato .pagão., entretanto, não foi linear e indolor; durante séculos, periodicamente, levantaram-se vozes condenando os resíduos .pagãos. que jamais puderam ser excluídos da festa cristã.(...) Terminada a cerimónia religiosa, a multidão corria pelos prados da piazza, dando início à festa profana. Nesta noite, abriam-se os banhos públicos no Tevere, onde a população se banhava pois, nesta noite, a água seria portadora de misteriosas virtudes. (...) Na festa de San Giovanni, a presença constante do fogo, da água, do culto às ervas sagradas também pode indicar esta relação atávica entre homem e natureza; por outro lado, a insistência em representar, num desfile histórico,os personagens significativos do passado, pode estar relacionada com a necessidade de vincular a este passado histórico concreto as experiênciasremotas, como reafirmadoras da identidade colectiva(...)"(em:Comunicação&política, n.s., v.VII, n.1p.121-127-Maria Nazareth Ferreira-"Os antigos rituais agrários itálicos e suas manifestações na actualidade"* Historiadora, Doutorada em Comunicação, Professora Titular da Escola de Comunicação e Artes daUniversidade de São Paulo; desenvolve pesquisas sobre Cultura e Comunicação há mais de 20 anos.Actualmente, coordena o Centro de Estudos Sobre Cultura e Comunicação - CELACC - ECA - USP)


Para além das tradições dos Romanos _ que, como pudemos verificar, persistem ainda nas actuais celebrações populares _, o momento do solstício é uma época de realce em qualquer calendário das culturas antigas, de qualquer mitologia, com ligação aos cultos da natureza, da magia ou do esotérico. Encontramos ainda hoje núcleos de adeptos de cultos que tiveram o seu início muitas eras atrás, desde os Egípcios, os Gregos, os Vikings, os Celtas _ para nomear apenas os mais conhecidos _ com seus derivados e ramificações ( os Wiccan, os Odinistas, entre muitos outros) mas em que os rituais próprios desta data se encontram recorrentemente ligados à benção/ fecundidade da terra e humanidade, no geral, com uma faceta de destaque quanto ao culto da Natureza, à magia, colheita e uso de ervas mágicas, aparecimento de seres etéricos, sendo a noite do solstício, ou melhor, a de S. João, para a qual o equivalente aos ritos ancestrais parece ter transitado, uma espécie de terra-de-ninguém em que se esbatem os limites entre a realidade...e o que não o é!
Enfim, uma profusão de encanto!







A não perder...e vir contar!




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II_JUNHO.mês.do.ambiente...

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II_JUNHO.mês.do.ambiente...





...Energias Limpas...
Será difícil encontrar um tema relacionado com este mês que não tenha a ver com natureza, ar livre, enfim, ambiente em qualquer sentido, do mais ao menos lato...mas até faremos esse esforço. Daí não considerar importante, dentro deste "limite" temporal, tratar qualquer assunto em obediência e sujeição a qualquer calendário mais restrito.
E embora o calendário aponte o dia 6 de Junho como marco de...reflexão para este tema, dificilmente terá havido uma época, na contemporaneidade, em que ele não estivesse tão "quente"_ sobretudo porque as próprias questões ambientais, num sentido de defesa do presente e preservação do futuro se viram ultrapassadas pela vertente económica da questão!
E é assim que a "crise" dos combustíveis, i.e., a especulação em torno dos preços dos combustíveis fósseis, acabou por atirar para a ribalta toda a expansão das ondas de interferência daí resultantes, tais tentáculos do monstruoso polvo _e este termo não é aqui usado inocentemente, nem no seu primeiro sentido figurado_ a invadirem, a espartilharem, todas as áreas da nossa vida , cidadãos comuns...
Acontece que não tenho inclinação para cultivar_ se calhar vou pedir emprestado ao léxico de um "português avizinhado" a palavra "cultuar"_ os problemas. Se existem mesmo, se não são um erro óptico da minha mente, do meu posicionamento_ verifico primeiro_, então prefiro investir a minha energia, tempo ou seja lá o que for necessário para encontrar, ou pelo menos procurar caminhos apontando para soluções.
Talvez por coincidência (aquelas coisas que não existem, dizem), deparei com três notícias em lugares diferentes e no espaço de um par de dias (refira-se que não vejo telejornais e raramente desfolho um jornal diário) relativas a experiências ou práticas já efectivas, ainda que de fraco impacto dado o seu isolamento, no sentido da utilização de energias alternativas: as limpas, as renováveis. Já não as rotuladas de perversas pelos impactos nocivos e contra-producentes como as bio-energias _ ou será que apenas continuam os interesses económicos a aporem estes estigmas para seu próprio proveito? Não sei, não posso portanto manifestar uma opinião isenta tal a falta de fundamentos para a tomar. Não sou especialista, nem sequer estudiosa ou com formação de base que possa servir de orientação para uma tomada de posição. Mas sou cidadã deste mundo, neste planeta, que não é meu, apenas emprestado, e para reforçar esta minha opinião, consegui encontrar outras, que ma validam. Serão algumas frases de alguém que o mundo reconheceu como tendo direito a serem ouvidos e a falar por/para vários (mesmo aqueles que, sendo anónimos, congregam o senso-comum no seu melhor) Farão de ponte para os excertos de textos sobre pesquisas, conhecimentos ou experiências levadas a cabo no sentido das energias acima referidas, e por aí encontrados. Espero que a selecção de dados consiga fazer algum sentido e dar forma a algo que tem de passar do campo mental de alguns, e do desiderato de muitos, para o mundo manifestado das concretizações. Porque: "no início era o VERBO...", e o poder da palavra pode ter incomensurável força...; e então, prossigamos pois:
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"A Terra não é a herança dos nossos pais
mas sim um empréstimo dos nossos filhos."_ antigo provérbio índio
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"Interessa-me o futuro porque é o lugar onde passarei o resto dos meus dias"_Woody Allen
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" O melhor recurso dos nossos dias é o amanhã"_anónimo
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"Provoca-me uma enorme tristeza pensar que enquanto a natureza fala o género humano não escuta"_ Victor Hugo.
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Como já não é novidade o que se pode conseguir com o aproveitamento da energia solar directa, a energia eólica, e ainda uma, com tanto por explorar, num país com tanta extensão de costa oceânica e que é a energia das marés, dedico desta vez a atenção à, ou antes, às energias geotérmicas.Comecei por ir procurar saber em que consistia a GEOTERMIA e, para além disso, as suas aplicações:
1. Na Wikipedia:"Energia geotérmica ou energia geotermal é a energia obtida a partir do calor proveniente da Terra, mais precisamente do seu interior. Devido a necessidade de se obter energia eléctrica de uma maneira mais limpa e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de aproveitar esse calor para a geração de eletricidade. Hoje a grande parte da energia elétrica provém da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, métodos esses muito poluentes.
Para que possamos entender como é aproveitada a energia do calor da Terra devemos primeiramente entender como o nosso planeta é constituído. A Terra é formada por grandes placas, que nos mantém isolados do seu interior, no qual encontramos o magma, que consiste basicamente em rochas derretidas.

Histórico
A primeira tentativa de gerar eletricidade de fontes geotérmicas deu-se em 1904 em Larderello na região da Toscana, na Itália. Contudo, os esforços para produzir uma máquina para aproveitar tais fontes foram mal sucedidos pois as máquinas utilizadas sofreram destruição devido a presença de substâncias químicas contidas no vapor. Já em 1913, uma estação de 250
kW foi produzida com sucesso e por volta da Segunda Guerra Mundial 100 MW estavam sendo produzidos, mas a fábrica foi destruída na Guerra.
Por volta de 1970, um campo de geiseres na Califórnia estava produzindo 500 MW de eletricidade. A exploração desse campo foi dramática, pois em 1960 somente 12 MW eram produzidos e em 1963 somente 25 MW. México, Japão, Filipinas, Quénia e Islândia também têm expandido a produção de eletricidade por meio geotérmico.
Na Nova Zelândia o campo de gases de Wairakei, na Ilha do Norte, foi desenvolvido por volta de 1950. Em 1964, 192 MW estavam sendo produzidos, mas hoje em dia este campo está acabando.
Portugal conta com uma central geotérmica em funcionamento na Ilha de São Miguel, Açores.

Fontes de energia geotérmicaRocha seca quenteQuando não existem geiseres, e as condições são favoráveis, é possível "estimular" o aquecimento de água usando o calor do interior da Terra. Uma experiência realizada em Los Alamos, Califórnia, provou a possibilidade de execução deste tipo de fábrica. Em terreno propício, foram perfurados dois poços vizinhos, distantes 35 metros lateralmente e 360 metros verticalmente, de modo que eles alcancem uma camada de rocha quente. Em um dos poços é injectada água, ela é aquecida na rocha e é expelida pelo outro poço, onde há uma fábrica geotérmica instalada. A experiência de Los Alamos é apenas um projecto piloto e não gera energia para uso comercial. A previsão de duração desse campo geotérmico é de dez anos.Rocha húmida quente
Também é possível perfurar um poço para que ele alcance uma "caldeira" naturalmente formada — um depósito de água aquecido pelo calor terrestre. A partir daí, energia eléctrica é gerada como em todos os outros casos.
Vapor secoEm casos raríssimos pode ser encontrado o que os cientistas chamam de fonte de "vapor seco", em que a pressão é suficientemente alta para movimentar as turbinas da fábrica com excepcional força, sendo assim uma fonte eficiente na geração de electricidade. São encontradas fontes de vapor seco em Larderello, na Itália e em Cerro Prieto, no México.e desvantagensVantagens e desvantagens
Energia de geiser proveniente da Terra
Aproximadamente todos os fluxos de água geotérmicos contêm gases dissolvidos, sendo que estes gases são enviados à fábrica de geração de energia juntamente com o vapor de água. De um jeito ou de outro estes gases acabam indo para a atmosfera. A descarga de ambos, vapor de água e CO2, não são de séria relevância na escala apropriada das fábricas geotérmicas.
Por outro lado, o odor desagradável, a natureza corrosiva, e as propriedades noci
vas do ácido sulfídrico (H2S) são causas que preocupam. Nos casos onde a concentração de ácido sulfídrico (H2S) é relativamente baixa, o cheiro do gás causa náuseas. Em concentrações mais altas pode causar sérios problemas de saúde e até a morte por asfixia.
É igualmente importante que haja tratamento adequado da água vinda do interior da Terra, que invariavelmente contém minérios prejudiciais a saúde. Não deve ocorrer simplesmente seu despejo em rios locais, para que isso não prejudique a fauna local.
Quando uma grande quantidade de fluido aquoso é retirada da Terra, sempre há a chance de ocorrer subsidência na superfície. O mais drástico exemplo de um problema desse tipo numa usina geotérmica está em Wairakei, Nova Zelândia. O nível da superfície afundou 14 metros entre 1950 e 1997 e está a deformar-se a uma taxa de 0,22 metro por ano, após alcançar uma taxa de 0,48 metros por ano em meados dos anos 70. Acredita-se que o problema pode ser atenuado com re-injeção de água no local.
Há ainda o inconveniente da poluição sonora que afligiria toda a população vizinha ao local de instalação da usina, pois, para a perfuração do poço é necessário o uso de maquinário semelhante ao usado na perfuração de poços de petróleo.
(Referências
Brown, D.W.; Duchane)

2. A Energia GeotérmicaA energia geotérmica existe desde que o nosso planeta foi criado. Geo significa terra e térmica significa calor, por isso, geotérmica é a energia calorífica que vem da terra.
Alguma vez partiste ao meio um ovo cozido sem lhe tirar a casca? O ovo é como a terra por dentro. A gema amarela é semelhante ao centro da terra, a parte branca corresponde ao manto da terra e a pequena casca protectora assemelha-se á crosta terrestre.
Abaixo da crosta terrestre, ou seja, a camada superior do manto é constituída por uma rocha líquida, o magma (encontra-se a altas temperaturas). A crosta terrestre flutua nesse magma.
Por vezes, o magma quebra a crosta terrestre chegando á superfície, a este fenómeno natural chama-se vulcão e o magma passa a designar-se lava. Em cada 100 metros de profundidade a temperatura aumenta 3º Celsius.
A água co
ntida nos reservatórios subterrâneos pode aquecer ou mesmo ferver quando contacta a rocha quente. A água pode mesmo atingir 148º Celsius.Existem locais, as furnas, onde a água quente sobe até á superfície terrestre em pequenos lagos. A água é utilizada para aquecer prédios, casas ou piscinas no Inverno, e até para produzir electricidade. Em Portugal existem furnas nos Açores.
Em alguns locais do planeta, existe tanto vapor e água quente que é possível produzir energia eléctrica. Abrem-se buracos fundos no chão até chegar aos reservatórios de água e vapor, estes são drenados até á superfície por meio de tubos e canos apropriados.
Através destes tubos a o vapor é conduzido até á central eléctrica geotérmica. Tal como numa central eléctrica normal, o vapor faz girar as lâminas da turbina como uma ventoinha. A energia mecânica da turbina é transformada em energia eléctrica através do gerador. A diferença destas centrais eléctricas é que não é necessário queimar um combustível para produzir electricidade.
Após passar pela turbina o vapor é conduzido para um tanque onde vai ser arrefecido. O fumo branco que se vê na figura é o vapor a transformar-se novamente em água no processo de arrefecimento. A água é de novo canalizada para o reservatório onde será naturalmente aquecida pelas rochas quentes.
Na Califórnia existem 14 locais onde se pode produzir electricidade a partir da energia geotérmica. Alguns deles ainda não são explorados porque os reservatórios subterrâneos de água são pequenos e estão muito isolados ou a temperatura da água não é suficientemente quente. A energia eléctrica gerada por este sistema na Califórnia é suficiente para abastecer 2 milhões de casas.

3. "A energia geotérmica é a energia disponível sob a forma de calor emitido no interior da crosta terrestre. Dependendo da estrutura geológica, por cada 100 m de profundidade a te
mperatura do planeta eleva-se entre 2 e 3ºC, podendo atingir temperaturas muito mais altas se se tratar de zonas vulcânicas.
É possível, através de sistemas geotérmicos, utilizar este imenso e inesgotável reservatório de energia para climatizar um qualquer edifício. A energia é captada do solo junto às habitações e, mediante a utilização de um gerador termodinâmico, conduzida para o interior do espaço sob a forma de aquecimento/arrefecimento do ambiente, aquecimento de águas sanitárias e aquecimento de piscina.
As calorias geotérmicas são absolutamente gratuitas o que traduz numa redução drástica dos consumos energéticos associados à produção de energia calorífica, os quais constituem a grande fatia das despesas mensais das famílias. "

4. No Norte do país existe uma empresa já com alguma implantação, a crer pela (auto)publicidade:
A Geominho tem 20 anos de experiência em geotermia.
Empresa Pioneira em Portugal
A geotermia inscrevesse na família das energias renováveis térmicas limpas que participam na preservação do ambiente (Protocolo de Kyoto,...)
A energia geotérmica opera continuamente, sem constrangimentos impostos por factores externos como as condições meteorológicas, ao contrário de outras renováveis, caso da solar, que estão dependentes da volatilidade do recurso.
Somos u
ma empresa pioneira na introdução da tecnologia de climatização por bombas de calor geotérmico no mercado Português, possuimos técnicos com 20 anos de experiência e conhecimento para melhor responder as necessidades dos clientes.
Uma bomba de calor não é mais do que um dispositivo que transporta e concentra energia. No caso das bombas de calor geotérmico, estas usam terra, ou como fonte de calor ( Para aquecimento), ou como dissipador, (para arrefecimento).
Este tipo de dispositivo permite poupanças energéticas consideráveis pois ao inves de criar calor apenas o transporta e concentra na zona desejada, possuindo assim um rendimento consideravelmente maior do que os sistemas de climatização convencionais.
A terra é aquecida pelo solo e pelas energias contidas no Ar e na Água da Chuva. O solo à volta dos Edifícios contem um reservatório permanente de energia sob a forma de calorias em grandes quantidades, renováveis e inepuisaveis. O princípio da geotermia é de captar essa energia térmica através de uma bomba de calor geotérmica tendo assim a possibilidade de aquecer e arrefecer a totalidade do edifício ou habitação."


5. Geotermia na região centro _ Portugal:
Geotermia na região centro:
Produção eléctrica pode ser viável com apoio da Universidade de Coimbra
Uma empresa portuguesa em conjunto com a Universidade de Coimbra está a investir na geotermia para a produção de electricidade na região centro do país.
Geotermia
Produção de electricidade na região centro

A energia geotérmica é a energia obtida a partir do calor proveniente do interior da Terra. Nos últimos anos a procura de energias não poluentes, como os combustivos fósseis, e mais recentemente o alto preço do petróleo, levou ao desenvolvimento de técnicas de geotermia para a produção de electricidade. Em Portugal existe já em funcionamento uma central eléctrica geotérmica na Ilha de São Miguel, nos Açores. Aproveitar o calor natural do interior da terra para gerar electricidade é o que esta empresa portuguesa pretende fazer. A produção a preços competitivos depende agora da prospecção dos melhores locais. Pelas características geológicas a região centro é uma forte candidata. A tecnologia desenvolvida pela indústria petrolífera também deu uma ajuda. Nos próximos três anos serão feitos estudos dos melhores locais para a produção e depois serão investidos 150 milhões de euros para iniciar produção daqui a 5 ou 7 anos."

6. "Energia Geotérmica – calor aos nossos pés (Artigo no âmbito da colaboração Ciência Hoje/ Visionarium)

Com a crescente preocupação energética dos últimos anos, muito se tem investido no aproveitamento de recursos e no desenvolvimento da tecnologia, de forma a torná-la mais eficiente. Neste contexto, a utilização da energia proveniente do interior da Terra, parece ser uma opção óbvia e a tecnologia associada aos processos tem também vindo a evoluir.
O centro da Terra dista aproximadamente 6 400 km da superfície, encontrando-se a uma temperatura que deverá ultrapassar os 5000 ºC. O calor proveniente do centro da Terra é transportado por condução, em direcção à superfície, aquecendo as camadas rochosas que constituem o manto.
As águas das chuvas infiltram-se através de linhas de falhas e fracturas geológicas e aquecem ao entrar em contacto com as rochas quentes. Algumas destas águas sobreaquecidas sobem novamente à superfície, sob a forma de nascentes quentes ou, por vezes, géisers. Noutros casos, a água quente fica presa em reservatórios geotérmicos naturais, abaixo da superfície terrestre.
Para aproveitar a energia, abrem-se furos desde a superfície até aos reservatórios geotérmicos. Em áreas de actividade vulcânica ou sísmica, a temperatura nos reservatórios atinge valores superiores a 150 ºC e o vapor de água pode ser utilizado para fazer movimentar turbinas, produzindo electricidade, como numa central eléctrica vulgar. No arquipélago dos Açores, na Ilha de S. Miguel, estão instaladas duas centrais geotérmicas que asseguram a produção de cerca de 40 % da electricidade consumida na Ilha.
Quando a temperatura no reservatório é inferior a 100 ºC, e usa-se o calor para aquecer directamente, por exemplo, águas e edifícios. Em Portugal, a utilização energética da geotermia consiste essencialmente em aproveitamentos de baixa temperatura e termais, com temperaturas entre os 20 e os 76 ºC, como os que existem em Chaves e S. Pedro do Sul, desde os anos oitenta.
O exemplo islandês
O aproveitamento da energia geotérmica depende dos recursos existentes em cada local da Terra. Na Islândia, país de muitos vulcões e elevado potencial energético geotérmico, a capital, Reiquiavique, tem já 95 % das habitações e edifícios aquecidos por geotermia, sendo considerada uma das cidades menos poluídas do mundo. No entanto, há, em geral, poucas zonas vulcânicas e termais disponíveis.
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O solo, por outro lado, constitui uma óptima reserva energética que se conserva de forma permanente ao longo do ano e o calor acumulado no subsolo pode ser aproveitado em qualquer local que nos encontremos. Entre os 15 e os 20 m de profundidade, a temperatura mantém-se à volta dos 17 ºC. As bombas de calor geotérmicas fazem trocas de calor com o subsolo, tirando partido da temperatura aproximadamente constante a que ele se encontra.
No Inverno é energeticamente mais eficiente conseguir a temperatura confortável de 22 ºC numa habitação, partindo dos 17 ºC do subsolo, do que partindo da temperatura a que está o ar, por vezes inferior a 10 ºC. No Verão, estas bombas funcionam como refrigeradores, podendo-se tirar partido do facto de haver muito maior eficiência energética em manter os confortáveis 22 ºC partindo dos 17 ºC do subsolo, do que partindo dos 30 ºC ou mais, a que está o ar.
Para além de um recurso renovável e praticamente não poluente, a energia geotérmica apresenta vantagens relativamente a outras fontes de energia renováveis, visto não sofrer da intermitência e inconstância de factores meteorológicos que condicionam, por exemplo, a energia eólica, solar ou hídrica."

Para terminar, deixo parte de uma das últimas notícias aparecidas sobre este tema, relacionada com um concurso de projectos escolares:

(...)
"Projectos vencedores já foram anunciados. Já foi dada a conhecer a lista das 20 escolas vencedoras do Concurso Rock in Rio - Escola Solar . O anúncio foi feito na Escola Básica 2,3 da Galiza no Estoril, uma das 3 escolas vencedoras que irão receber um financiamento de 5000€ para a implementação do seu projecto de cariz ambiental e social, juntamente com a Escola Secundária Oliveira Júnior de Aveiro e a Escola Secundária Domingos Rebelo dos Açores.A Escola Básica 2,3 da Galiza é também a primeira escola a receber os painéis fotovoltaicos cuja energia solar captada irá ser vendida à rede pública. A verba resultante irá ser aplicada em projectos sociais a seleccionar pela SIC Esperança.O Concurso Escola Solar recebeu cerca de 200 projectos de escolas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário que foram avaliados por um júri com elementos da SIC Esperança, Rock in Rio, ADENE, Ministério da Economia e Inovação e Ministério da Educação/DGIDC.Lista dos 20 vencedores:
3 PRIMEIROS CLASSIFICADOS - financiados pelo Rock in Rio e SIC Esperança para implementação
• Açores - Esc. Sec. Domingos RebeloProjecto - Aquecimento de uma IPSS utilizando a Geotermia - Medidas de redução de energia e melhoria do conforto térmico no Lar da Santa Casa da Misericórdia através do aproveitamento térmico das águas quentes da localidade das Furnas - local de riqueza geotérmica fruto da actividade vulcânica. O projecto envolve a captação das águas quentes provenientes de uma das diversas ribeiras de água quente que percorrem a localidade das Furnas, e posterior encaminhamento dessas mesmas águas, conduzidas por um circuito externo de canalização, a um circuito interno no interior da habitação pertencente à Santa Casa da Misericórdia.
• Aveiro - Escola Secundária Oliveira JúniorProjecto - Construção de colectores solares, para aquecimento de águas sanitárias de baixo custo, com recurso a materiais alternativos. Em parceria com a CERCI local, este projecto constituirá uma forma de integrar cidadãos portadores de deficiência na vida activa, dando-lhes a possibilidade de adquirir competências ao nível das energias renováveis, entre outras.
• Lisboa - Escola Básica 2,3 da GalizaProjecto - Promover a redução dos consumos de energia e a melhoria do conforto térmico no Centro Social de Nossa Senhora de Fátima, em São João do Estoril. Construção de um forno e aquecedor solares com materiais reciclados para a sala dos idosos, elaboração de um destilador solar para reaproveitamento de água suja, transformando-a em água limpa e a sensibilização dos utentes do centro relativamente à questão da sustentabilidade."
(Seguia-se a lista dos restantes 17 seleccionados.)
(siconline)

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É, no mínimo, reconfortante saber que está a ser estimulado qualquer avanço, entre as mais novas gerações, no sentido da formação para a protecção efectiva do Ambiente e da preservação das condições necessárias à vida...
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terça-feira, 10 de junho de 2008

I_JUNHO _ O Mês Das Muitas Celebrações......


I_JUNHO _ o Mês do Verão...
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(ressalta-se: no hemisfério norte...)
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Será difícil encontrar um tema relacionado com este mês que não tenha a ver com natureza, ar livre, enfim, ambiente em qualquer sentido, do mais ao menos lato...mas até faremos esse esforço. Daí não considerar importante, dentro deste "limite" temporal, tratar qualquer assunto em obediência e sujeição a qualquer calendário mais restrito.


Essencialmente _ pelo menos não se configura qualquer alteração significativa para a maioria da população _ é o mês das Férias Grandes por excelência, e é quase incontornável que a maioria das famílias possa proceder de outro modo, sobretudo tendo em conta que os tempos livres giram em torno das interrupções lectivas dos mais jovens.





Então fica desde já entendido que, de um modo geral, esta página é apenas um prelúdio ao tratamento de temáticas específicas. Por agora, deixa-se no ar o que tem pairado na mente da maioria: saborear, antecipadamente, a chegada "das" férias...



E não se confere lugar para queixas, desculpas ou culpas _ há sempre algo diferente a fazer...mesmo que não se faça nada...ou se pense que "não se pode"...








Claro que não será a melhor opção, nem se recomenda, mas há sempre algo que fica por ensaiar, mesmo quando não "se sai"...; um recanto até aqui ignorado, esperando por ser descoberto; um livro que aguarda ser lido...






E as opções não se esgotam pelas sugestões que apenas enumero _ muitos são os gostos, as "bolsas", as curiosidades, as coragens...e ainda resta espaço para as surpresas, pois!



Férias! Venham elas!



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