...ditos, mitos & ritos...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Celebrações Ancestrais No Neo-Paganismo...

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As celebrações ancestrais

no neo-paganismo (pesquisa online)



"São oito os Sabbaths, celebrados a cada ano pelos Covens dos Bruxos e pelos Bruxos Solitários; são belas cerimónias religiosas derivadas dos antigos festivais que celebravam, originalmente, a mudança das estações do ano. Os Sabaths, também conhecidos como a "Grande Roda Solar do Ano" e "Mandala da Natureza", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo. São conhecidos sob vários nomes e aparecem com frequência na mitologia.

Os quatro Sabbaths principais (ou grandes) correspondem ao antigo ano gaélico e são chamados de Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain. Os quatro menores são: Equinócio de Primavera, Solstício de Verão, Equinócio do Outono e Solstício de Inverno.

Ao contrário da imagem que muitas pessoas têm do Sabath dos Bruxos, eles não constituem uma ocasião em que as Bruxas se reúnem para realizar orgias, lançar encantamentos ou preparar poções misteriosas. A magia raramente é realizada, se é que isso acontece, num Sabath de Bruxos. O Sabbath, infelizmente tem sido confundido também com a "Missa Negra" Satânica ou "Sabbath Negro", sendo esse outro conceito errado que muitas pessoas têm e que é decorrente de séculos de propaganda antipagã da Igreja, do medo, da ignorância e da imaginação excessiva dos escritores desde a Idade Média. Não há sacrifícios (humano ou animal), não há o que chamam de magia negra, não há rituais anticatólicos. Os Sabbaths são simplesmente uma ocasião em que os Bruxos celebram a Natureza, dançam, cantam, deleitam-se com alimentos pagãos e honram as deidades da Religião Antiga (principalmente a Deusa da Fertilidade e Seu Consorte, o Deus).

Em certas tradições wiccanas, a Deusa é adorada nos Sabbaths de Primavera e do Verão, enquanto o Deus é homenageado nos Sabaths do Outono e do Inverno.

A celebração de cada Sabbath é uma experiência espiritual intensa e sublime que permite aos wiccanos permanecerem em equilíbrio harmonioso com as forças da Mãe Natureza." (inocaldeirãodasdreghe)







quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

DEZEMBRO E O SOLSTÍCIO : de Yule ao Natal, via Saturnália...








DEZEMBRO E O SOLSTÍCIO :

de Yule ao Natal, via Saturnália...







Chegados ao último mês do ano, é tempo de deixar registo da celebração mais carismática na cultura de muitos milhões de habitantes deste pequeno mas diversificado globo_ para o bem como para o mal, ainda... _ o nosso planeta azul.


Ver-se-á que não é só a festa dos cristãos que impera como celebração do nascimento de Jesus. Melhor: compreender-se-á, para alguns que o desconheceriam, onde enraíza tal festejo, e vários cambiantes que ele pôde tomar... e ainda toma. Como tem sido habitual, de aqui e de acolá, aí está uma pequena selecção do que nos é permitido ler sobre o tema:






SATURNÁLIA

"Nem sempre o dia 25 de Dezembro foi dia de Natal. A origem da celebração deste dia parece ser muito antiga mas a filiação mais directa provém, como tantas outras coisas, dos Romanos. Estes celebraram durante muito tempo uma festa dedicada ao deus Saturno que durava cerca de quatro dias ou mais. Nesse período ninguém trabalhava, ofereciam-se presentes, visitavam-se os amigos e, inclusivamente, os escravos recebiam permissão temporária para fazer tudo o que lhes agradasse, sendo servidos pelos amos. Era também coroado um rei que fazia o papel de Saturno. Esta festa era chamada Saturnália e realizava-se no solstício de Inverno.
Convém lembrar aqui que o solstício de Inverno era uma data muito importante para as economias agrícolas – e os Romanos eram um povo de agricultores. Fazia-se tudo para agradar aos deuses e pedir-lhes que o Inverno fosse brando e o sol retornasse ressuscitado no início da Primavera. Como Saturno estava relacionado com a agricultura é fácil perceber a associação do culto do deus ao culto solar.
Mas outros cultos existiam também, como é o caso do deus Apolo, considerado como "Sol invicto", ou ainda de Mitra, adorado como Deus-Sol. Este último, muito popular entre o exército romano, era celebrado nos dias 24 e 25 de Dezembro data que, segundo a lenda, correspondia ao nascimento da divindade. Em 273 o Imperador Aureliano estabeleceu o dia do nascimento do Sol em 25 de Dezembro: Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol invencível).
É somente durante o século IV que o nascimento de Cristo começa a ser celebrado pelos cristãos (até aí a sua principal festa era a Páscoa) mas no dia 6 de Janeiro, com a Epifania. Quando, em 313, Constantino se converte e oficializa o Cristianismo, a Igreja Romana procura uma base de apoio ampla, procurando confundir diversos cultos pagãos com os seus. Desistindo de competir com a Saturnália, deslocou um pouco a sua festa e absorveu o festejo pagão do nascimento do Sol transformando-o na celebração do nascimento de Cristo. O Papa Gregório XIII fez o resto: é mais fácil mudar o calendário do que mudar a apetência do povo pelas festas..."
(obvius)



Mas indo ainda mais atrás no tempo, podemos considerar que Yule é uma celebração com registo desde os tempos do neolítico, senão, vejamos:


YULE


"Yule é uma celebração do Norte da Europa que existe deste dos tempos pré-Cristãos. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Actualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbats do Neopaganismo. No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta de dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul.
Na Península Ibérica é costume festejar-se o Yule Ibérico, organizado conjuntamente pela Ordem Portuguesa de Wicca e pela Ordem Espanhola de Wicca.
(in Wikipedia)




Yule (Solstício de Inverno)
Hemisfério Sul: 21 de Junho
Hemisfério Norte: 21 de Dezembro
Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno (meio do Inverno), Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer e as horas de escuridão a diminuir. É o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. *O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições da "Bruxaria" (o termo comum, sobretudo do Brasil, que denomina os actuais adeptos do neopaganismo) é Frey, o Deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade. São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.
Nesse Sab
bat os "bruxos" dizem adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.
Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o acto de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são remanescentes dos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)
A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de
Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas das tradições da 'Bruxaria' moderna ou neo-pagã usam a acha de pinheiro para simbolizar os Deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.
Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o denominavam "árvore Dourada". Acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que os seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.
A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é um costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os actuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.
Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Pai Natal) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar cidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer-lhe por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.
Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.

Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.

Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.

Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia." (portalmagiko)



...e paz na terra aos homens de boa-vontade...







kissy santa

domingo, 23 de novembro de 2008

NOVEMBRO _ Calendário Lunar






NOVEMBRO _ Calendário Lunar

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Em plena Lua de Inverno, também chamada "dos Mortos" _ e é fácil ver a razão de tal denominação dada a celebração que, segundo o calendáro litúrgico, cristão _ e não só.._ dá início a este mês de Novembro, passada aquela, não encontrei rasto de outras celebrações, pelo que irei dar lugar à apresentação genérica, em forma de lista, do calendário lunar, com as respectivas celebrações e significados consignados, conforme encontrados em sítios-fonte, online, perto daqui...

Para relembrar, do modo mais simples e abrangente possível, registe-se:"Um ritual é um conjunto de gestos, palavras e formalidades, várias vezes atribuídas de um valor simbólico, cuja performance das quais é usualmente prescrita por uma religião ou pelas tradições da comunidade. Um ritual pode ser executado a intervalos regulares, ou em situações específicas. Qualquer atitude repetida de igual forma mais de uma vez pode ser considerada um ritual."
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No entanto, radicados nas ancestrais culturas e religiões que se ancoravam no trânsito dos corpos celestes mais próximos e, por conseguinte, com maior impacto _ real ou nem tanto... _ na vida sobre o planeta e seus habitantes, seus ciclos de existência e relações, instituíram-se cultos com ritos específicos, mais ou menos perdidos, muitos ainda permanentes ou retomados... A ver:
As Luas do Ano

As treze luas cheias



"Existem de doze a treze luas cheias no ano. Contando 28 dias por lunação e 13 luas, chegamos a 364 dias e um dia fora do tempo, um dia para celebrações _ e perdão _ , para assinalar o término de um ano, e para dar as boas-vindas ao que se lhe segue.
Os nossos antepassados guiavam-se pelo calendário lunar; hoje em dia também há quem continue a seguir e manter um calendário lunar para magias, ritos etc. Pode tentar conjugar o calendário Lunar com o Solar ou simplesmente criar o calendário que mais lhe agradar…


Segue-se a lista das luas cheias do ano com os vários nomes pelas quais são conhecidas e os rituais propícios para essas mesmas.

Janeiro

Lua do Lobo, Lua sossegada, Lua guardiã, Lua fria, Lua da neve, Lua dos antepassados…
Rituais de independência; Fortuna; Mudar a sorte no geral; Protecção dentro e a volta da casa; Cura da terra, que tenham por objectivo os desprestigiados, os famintos, os sem abrigo os doente e os necessitados; Adivinhar futuros parceiros e prever felicidades futuras; Honras à deusa.




Fevereiro

Lua do gelo, Lua cornuda, Lua faminta, Lua viva, Lua da tempestade…Rituais de protecção contra a pobreza e pela harmonia familiar; Fortalecimento de relação já existente e a melhoria da comunicação entre as pessoas; Dedicações; Definição de objectivos; Fortalecimento da mente e da memória; Purificação do corpo e do espírito; Viajantes; Animais; Garantir assistência em assuntos judiciais; Invocações para protecção contra inimigos e contra os que nos querem mal; Purificar o coração; Afastar contos e ditos prejudiciais; Criar atracção em assuntos amorosos.


.Março

Lua casta, Lua ninfa, Lua soberana, Lua anã, Lua do Olho Interior…
Rituais de liberdade; Novos começos; Afastar a doença, o desespero e a falta de sorte; Fertilidade; Abundância; Crescimento; Crianças; Flores; Força vital; Julgamentos rectos; Acções positivas; As mães no geral; Honrar a lua; Promoção das energias psíquicas; Clarividência; Adivinhação através dos sonhos; Honra ao corpo e à mente.



Abril


Lua crescente, Lua do agricultor, Lua do bebé, Lua das sementes…
Rituais para semear e para obter boas colheitas, para promover o bom tempo, o desenvolvimento das flores e de tudo o que seja belo; Abençoar todos os tipos de viagens, afastar medos e tristezas; para novos inícios, promover o equilíbrio, rectidão, as boas decisões e a verdade; Rituais para afastar raiva e todo o tipo de problemas, bem como para promover a libertação de todo e qualquer ódio; Rituais de focalização e progressão face aos objectivos da vida.



Maio
Lua das flores, Lua da noiva, Lua feliz, Lua da lebre, Lua do amor…
Rituais em honra a Deusa e às mães no geral para promover energias femininas; Limpeza da mente, do corpo e do espírito, a da casa e da família; Promover o amor nas relações presentes e futuras; Fertilidade, prosperidade dádivas e abundâncias; Honrar os anciãos do presente futuro e passado; Honra da beleza do corpo e da perfeição; Celebrar a união do deus e da deusa.



Junho


Lua da rosa, Lua do casamento, Lua da Díade, Lua do mel…
Rituais para casamentos e uniões amorosas, o amor e a união; Reuniões, convívios; Sabedoria, força física e resistência; Honra da fertilidade da terra e celebrar as suas dádivas; Promover a procura da verdade interior e do auto-respeito; Rituais para que os jovens desenvolvam a sua força física e mental; Rituais de concepção e que promovam o aumento futuro do número de iniciados.



Julho

Lua do campo; Lua da donzela; Lua da erva; Lua do trovão; Lua festiva; Lua quente; Lua do Feno….
Rituais de paz, harmonia e protecção; Celebrar casamentos e uniões; Promover a liberdade, a multiplicidade de opções e as realizações karmicas; Iluminação e Intuição; Celebrar abundância nas colheitas e na vida; celebrar a fertilidade de animais; Promover a paz no mundo; Rituais para a colheita de ervas mágicas; Agradecimentos aos Deuses pelas bênçãos concedidas.



Agosto

Lua do milho; Lua madura; Lua do poeta; Lua da baía; A Lua da Loba…
Rituais para escrever, criar, inspiração e realizar feitiços novos e antigos rituais para a primeira colheita; Celebração de liberdade de escolhas em questões religiosas; Remover obstáculos e obstruções aos objectivos; Criar perfumes óleos e incensos; Rituais que envolvam o contacto com fadas, gnomos e duendes, no sentido de criar uma união em torno da defesa da terra e rituais que envolvam os quadrantes e os elementos; Promover a diversão, a fantasia e os sonhos.



Setembro

Lua pobre, Lua do vinho, Lua do Outono, Lua do fogo, Lua da Risada de Afrodite…
Rituais em honra da segunda colheita; Rituais de mudança, para afastar tudo o que é negativo; Acender fogueiras ao ar livre; Promover gratidão, a dança e a jardinagem; Adivinhação e oráculos e para a bênção de instrumentos mágicos; Afastar influências inúteis e negativas incluindo vícios; Rituais para preservar a vida e a juventude; Revelação de segredos e para descoberta de tesouros.



Outubro


Lua do sangue, Lua da muda, Lua da colheita, Lua do Malte, Lua da Cura…
Rituais para honrar a terceira e última colheita do ano; Promover a protecção e a segurança em viagens; Rituais que envolvam celebrações da vida neste mundo e da eternidade no além; Honra dos relógios, vassouras e cemitérios; Rituais em honra dos lugares sagrados e para promover todas as áreas relativas a empregos; Libertação de tristezas e do sofrimento, para a cura e a desobstrução; Rituais que envolvam a luz e a escuridão do sol, relativos a morte do Deus e celebrações em sua honra.



Novembro

Lua de Inverno, Lua dos mortos, Lua glaciar, Lua do caçador, Lua dos Sonhos…
Rituais em honra dos guias e guardiães e para promover contactos com eles; Rituais que envolvam paz e o conforto; Bênçãos da cozinha e da lareira; O pôr do sol, os irmãos e irmãs, o luto, a desobstrução e a purificação; Honra e o repouso; Caldeirão; Protecção dos bosques e em honra dos animais; Das tecelagens; Altura para abandonar e recuperar, renovar altares, purificar os poços; Paz na família e entre amigos.



Dezembro

Lua do carvalho, Lua de Yule, Lua da pimenta, Lua alegre, Lua do riso…
Rituais em honra do nascimento do filho da Deusa e do deus; Sucesso, prosperidade e a dádiva; Nascimentos,
novos inícios; As crianças, as mães e anciãos; Vida e a reencarnação; Afastar o adormecimento e a estagnação; Rituais que envolvam o riso, a felicidade, a harmonia; Honra dos pais e dos ciclos da vida e da natureza; Fadas de Inverno; Desejos, esperanças, ofertas e generosidade; Rituais para acordar as almas adormecidas com suavidade.



Décima terceira lua ou Lua Azul
A Lua de Contar as Bênçãos


(É comum chamar lua azul à segunda lua cheia do mês, quando tal acontece, ( o inverso, ou seja, a segunda lua nova do mes é conhecida como lua violeta). No entanto para os nossos antepassados a 13ª lua era o 13º mês do ano e contava igualmente. Só com o calendário gregoriano é que foi suprimida uma lua dando origem ao ano bissexto. Outra curiosidade é o facto de o nosso calendário ter dois meses com 31 dias, Julho e Agosto, apenas por vaidade Romana, pois Augusto não queria ser inferiorizado ao mês de César _Julho, tendo ficado com o mesmo número de dias.)

A Lua Azul é uma Lua de Amor, onde podemos trabalhar todas as questões relativas a esse sentimento que move os mundos: o amor-próprio, o amor pelo outro, o amor universal. Também é um tempo em que fica facilitada a conexão com o mundo das Fadas, com o Povo Pequeno; Rituais que envolvam bênçãos especiais; Inspiração; Promover e redefinir objectivos e propósitos da vida; Alcançar a plenitude; Rituais que envolvam a purificação das vassouras e das ferramentas magicas; Cerimónias que envolvam disfarces e energias físicas de alta densidade; Meditar sobre a roda da vida, as estações do ano e para introspecção.







De acordo com o calendário "mágico", o nome da lua poderá variar caso a lua cheia ocorra num dia específico do Zodíaco ou se estiver perante algum elemento especial. Por exemplo:


Lua da Semente - Lua cheia num signo produtivo do Zodíaco


Lua do Filósofo - lua cheia em Sagitário

Lua da Colheita - primeira lua cheia após o equinócio de Outono
Lua dos Amantes - lua cheia em Escorpião

Lua da Neve - primeira lua cheia no primeiro mês da neve
Lua do Lar - Lua cheia em Caranguejo


Lua dos Silfos - quando a lua cheia ocorre num signo de ar


Lua Ninfa - lua cheia durante o primeiro trimestre da deusa


Lua Donzela - Lua cheia durante a fase maternal da deusa


Lua de Hecate - lua cheia durante a fase anciã da deusa."

(TextodeBrydea_rituaisantigos,JoséMedeiros / SisterMoon)








cold







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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

OUTUBRO II _ HALLOWE'EN...

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.Como tem sido hábito, publica-se aqui uma selecção de excertos de diversas fontes sobre os temas que vão surgindo, geralmente por ordem cronológica e tendo os meses do ano como "separadores" primordiais pois tratando-se de ritos que muitas vezes enraízam nos primórdios das civilizações/culturas, têm muito a ver com as sequências temporais _ entre outras _ ditadas pelo movimento dos astros.
Claro que aqui predominará a perspectiva de quem se encontra no hemisfério norte (o que implica alteração de seis meses nos nomes e celebrações de alguns festejos, relativamente ao hemisfério Sul...)



OUTUBRO II _ HALLOWE'EN...


"Origem e tradição

"Na Irlanda do século V (a.C), o dia 31 de Outubro fazia parte de um conjunto de quatro datas comemorativas do calendário celta que marcava a transição das estações, o período de plantação e colheita, e o ciclo vital da Terra. A primeira data era celebrada no dia 2 de Fevereiro (conhecido como O Dia da Marmota), em honra da deusa da cura Brigith. No mês de Maio celebrava-se o Beltane, considerado o dia em que se iniciava a temporada de semear. Nesta data realizavam-se rituais de fertilidade e prosperidade para incentivar o crescimento da lavoura. A terceira data ocorria em Agosto: a festa da colheita em reverência ao deus sol Lugh. Finalmente, no dia 31 de Outubro celebrava-se um feriado denominado Samhaim, que marcava o final do ano celta em honra ao deus pagão Samhain (Senhor dos Mortos), também o fim do Verão e início do Inverno.

A expressão Halloween tem origem na contracção errónea da expressão inglesa All Hallows Eve (que s
ignifica Véspera de Todos os Santos). Esta data foi instituída pelo Papa Bonifácio IV, e era celebrada no dia 13 de Maio. Porém, em 835 o Papa Gregório III alterou o Dia de Todos os Santos para o primeiro dia de Novembro. A sua intenção era unir as crenças cristãs e pagãs, aproximando as datas comemorativas. Outro objectivo do Papa seria apaziguar os conflitos entre esses povos no noroeste europeu. Assim, os cristãos celebravam o dia dos santos falecidos no dia posterior ao rito pagão do Senhor dos Mortos. Desta forma, a expressão Halloween tornou-se sinónimo da celebração pagã de 31 de Outubro.

O Samhain é cercado de mitos e crenças que influenciavam a cultura dos povos europeus desde o período pré-cristão. Nesta data, os Druidas (sacerdotes celtas) reuniam-se e realizavam rituais dançando em torno de uma fogueira e supostamente oferecendo o sacrifício de animais. O caldeirão também era utilizado simbolizando o útero e a abundância da Deusa Mãe.
Neste dia, acreditava-se que todas as relações de tempo e espaço ficavam suspensas, pois o dia 31 de Outubro não pertencia ao ano velho nem tampouco ao novo ano que se iniciava. Desta forma, os espíritos desencarnados podiam regressar ao mundo dos vivos e apossarem-se dos corpos destes. Para evitar esta aproximação, era comum apagar todas as tochas e fogueiras das aldeias, de modo a que o ambiente ficasse escuro, frio e hostil. Os habitantes vestiam-se com trajes fantasmagóricos e vagueavam pelas ruelas em desfiles barulhentos, a fim de amedrontar e espantar os espíritos que procuravam corpos a serem possuídos.
Outro costume da tradição celta consistia em oferecer alimentos aos espíritos malignos para que estes não interferissem negativamente em suas vidas. Com o passar do tempo esta prática foi modificada, e os alimentos eram dados aos mendigos. Em troca, estes oravam pelas almas dos entes mortos dos aldeões. Na Irlanda eram organizadas procissões para angariar oferendas entre os agricultores. Aqueles que se recusassem, teriam as suas colheitas amaldiçoadas pelos espíritos; uma chantagem que originou o Trick or Treat (travessuras ou doces). Quando este costume foi levado pelos imigrantes irlandeses para a Nova Inglaterra (Estados Unidos), as principais travessuras baseavam-se em escrever nos muros das casas e a retirar a tranca dos portões.
A partir do século IX, os cristãos europeus adoptaram uma prática semelhante denominada Souling. Naquela época, acreditava-se que as almas dos mortos permaneciam um certo período no limbo e só alcançariam o reino divino através de muitas orações. Assim, no dia 2 de Novembro os cristãos deambulavam pelas vilas oferecendo orações pelas almas dos mortos. Em troca, os familiares davam tortas de pão com groselha chamadas Soul Cakes. Além dos cristãos, os romanos também absorveram influências da religiosidade celta. Mas à medida que a ideia das possessões foi perdendo espaço, o conceito que envolvia a crença foi transformado numa tradição folclórica.

Actualmente, o Halloween é um evento essencialmente comercial inserido em vários países. Mesmo tendo origem na Europa, a sua popularização deve-se principalmente à influência da cultura norte-americana em todo mundo. Em termos comerciais, é uma das datas mais lucrativas, onde existe um crescimento considerável nas vendas de fantasias, máscaras e outros artigos relacionados.

Abóboras, gatos e fogueiras

A mais famosa referência do Halloween é a abóbora oca, com orifícios cavados e aparência demoníaca, denominada Jack-o'Lantern. A sua origem está presente no folclore irlandês. Segundo a lenda, um homem chamado Jack, notório beberrão e trapaceiro, esculpiu uma cruz no tronco de uma árvore, prendendo o diabo em cima dela. Assim, Jack firmou um contrato com o Diabo: se ele nunca o atormentasse, Jack apagaria a cruz do tronco e deixá-lo-ia descer da árvore.
Depois de Jack morrer, a sua entrada no Céu foi recusada devido ao seu pacto com o Diabo. No inferno, também não foi aceite devido às suas trapaças. Porém, o Diabo concedeu a Jack uma única vela para iluminar os seus caminhos. A sua chama teria que ser preservada eterna
mente; então Jack colocou-a dentro de um nabo oco, e esculpiu alguns furos para dar passagem à luz emitida pela chama.
Daí que, originalmente, as Lanternas de Jack eram feitas com nabos. Mas quando os imigrantes irlandeses aportaram aos Estados Unidos em 1840, encontraram as abóboras _ que foram consideradas muito mais adequadas. Desta forma, a abóbora tornou-se o principal símbolo contemporâneo do Halloween.


Outros símbolos também tiveram origem na tradição celta, principalmente nas crenças dos sacerdotes druidas. Por exemplo, o período da lua cheia era considerado favorável para a realização de determinados rituais.
Para os druidas o gato era um animal místico. Acreditava-se que as feiticeiras maléficas poderiam transferir a alma para os seus corpos. Assim, muitos felinos eram sacrificados quando havia a suspeita de serem "feiticeiras camufladas". Os seres humanos que praticavam perversidades eram transformados em gatos como meio de punição, segundo esta crença.
O morcego também adquiriu a reputação de possuir forças ocultas, pela sua habilidade em perseguir as suas presas no escuro. Este mamífero também mantinha as características dos pássaros (no ocultismo, símbolo da alma) e dos demónios (por ser nocturno). Na Idade Média, acreditava-se que os demónios se transformavam em morcegos.
Máscaras e fantasias eram utilizadas para afugentar entidades maléficas. Além de alterar a personalidade do utilizador, possuíam a propriedade de ligá-lo aos mundos espirituais. As cores mais comuns no Halloween são o laranja e preto pois estavam associadas à missas em favor dos mortos celebradas em Novembro. As velas de cera de abelha tinham cor alaranjada, e os caixões eram cobertos com tecidos pretos.
Nas celebrações do Samhain, os druidas construíam grandes fogueiras denominadas Bonfire (ou Bonefire, Fogo de Ossos), e supostamente queimavam vivos prisioneiros de guerra, criminosos e animais. Acreditavam prever o futuro através do fogo observando a posição dos corpos em chamas." (Por Spectum )

E passamos já a um artigo de Philippe Walter, professor catedrático de literatura Francesa da Idade Média junto da Universidade Stendhal de Grenoble, que também se debruçou sobre esta mesma celebração, com interessantes referências históricas:


As festas de Todos-os-Santos, Samhain e Hallowe'en

(In <>, Jornal do Festival intercéltico de Lorient, França, Outono de 1997)
"Há dois anos, o ritual de Halloween chegou até à França, com a velocidade de uma campanha comercial cuidadosamente preparada. Desde aquela data, as abóboras esvaziadas de miolo tinham deixado os « pubs » irlandeses ; aqui temos agora um verdadeiro mercado de Halloween, com os seus disfarces e os seus acessórios que invadem o imaginário das crianças; no entanto, por detrás dessa operação de marketing, há uma festa que remonta aos promórdios da memória céltica.
Sem ser uma invenção de intelectuais em busca dos fantasmas culturais, o imaginário celta possui uma inegável realidade. E continua a viver debaixo dos nossos olhos. Basta estarmos atentos aos seus ritmos e às suas imagens, vindas das eras remotas. A maior parte das festas, que ainda continuam a pontuar o nosso calendário, remontam às velhas celebrações rituais medievais, que por seu lado, já então constituíam o resíduo assimilado pelo cristianismo dos antiquíssimos cultos célticos. Também existem mitos a acompanhar aquelas festas. Nos tempos primitivos, todos eles constituíam o alicerce das crenças religiosas dos povos celtas.










Graças às mitologias, começamos a ter uma melhor compreensão das suas estranhas ressonâncias.
Se os Bretões dão ao mês de Novembro o nome de miz du, o « mês negro », é porque o declínio da trajectória solar e a invasão da noite marcam o fim da estação clara e o início do Inverno. No intervalo entre as duas estações (no dia 1 de Novembro) situa-se uma festa que os irlandeses denominam « Samhain ». Ao longo do período medieval, esta festa ia transformando-se na de Todos-os-Santos, que precede a comemoração de todos os Finados (dia 2 de Novembro). Porquê ?
A noite de 1 para 2 de Novembro marcava para os antigos Celtas o começo de um ano novo. Os Celtas pensavam que, nesta noite, as portas do outro mundo estavam abertas. Assim, os vivos podiam penetrar, impunes, no mundo do além, enquanto os espíritos dos defuntos e as fadas invadiam, por um tempo, o mundo dos humanos. Este intercâmbio entre os dois mundos, esta circulação das almas está patente em numerosas lendas referentes à comemoração de Todos-os-Santos, e até se pode dizer que este trânsito momentâneo seja o âmago de todo o imaginário celta. Num dos antigos textos mitológicos irlandeses,
Samhain é a data fatídica durante a qual o herói Cuchulainn pretende capturar dois pássaros brancos num lago. Sem desconfiar de nada, o homem atira o seu dardo e este atravessa a asa duma dessas criaturas, mas mesmo assim, os dois pássaros escapam-lhe, desaparecendo debaixo das águas. Então, Cuchulainn desespera e acaba por adormecer. Entretanto, duas mulheres aproximam-se dele para lhe bater, forte e feio, deixando-o num estado letárgico por um ano. Com efeito, os dois pássaros, ou antes, as duas mulheres-pássaros, eram fadas, quer dizer, deusas do outro mundo, vindas para vingar-se de Cuchulainn pela da injúria que tinham sofrido. Foi assim que na altura de Samhain, momento fatídico, o herói Cuchulainn encontrara as deusas do outro mundo, para sua infelicidade.
Esta narrativa antiga, em que acabamos de reconhecer o tema do Lago dos Cisnes, que o bailado de Tchaikovski tornara célebre, comprova a sobrevivência medieval das velhas crenças célticas de Samhain. Obviamente, o cristianismo medieval procurava assenhorear-se dessa remota festa céltica. Em 737, o Papa Gregório III teve a rica ideia de um ofício religioso em homenagem a todos os santos que não podiam ser festejados no decorrer dos restantes dias do ano. Assim nascera a ideia da festa de Todos-os-Santos, no entanto, sem receber logo uma data fixa. Por isso, foi preciso esperar pelo ano de 837, em que o rei Luís o Bonacheirão ou Piedoso ordenara que aquela festa de Todos-os-Santos fosse celebrada no dia 1 de Novembro, na Gália e na Germânia. O Dia dos Finados (ou comemoração dos defuntos) só seria instaurado muitos anos mais tarde, remontando até aos finais do século X, altura em que um abade do mosteiro de Cluny convidou todos os conventos daquela mesma obediência a rezar no dia 2 de Novembro para o descanso das almas do Purgatório.
Para o cristianismo, as duas festas, a dos Santos e a dos Finados são manifestamente separadas mas, no espírito popular, ambas se confundem pois as duas servem para ocultar os resquícios da remota festa céltica das almas regressadas do mundo de Além e das fadas.
Nos nossos dias, a noite de Todos-os-Santos continua repleta de lendário arcaico.
(...) A festa americana de Halloween, na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, recupera directamente a antiga memória céltica das almas regressadas do outro mundo, segundo a tradição de Samhain. Não se diz que é possível vermos, naquele dia, as bruxas a voar nas suas vassouras, à luz do luar ? Disfarçadas para evocar as almas dos defuntos regressadas ao mundo dos vivos, as crianças vão dando a volta pelas casas de habitação, empunhando abóboras iluminadas com as velas acesas. Apesar de ter-se tornado num domínio reservado às crianças disfarçadas em bruxas e afins, a festa de Halloween continua a provocar arrepios, mais especialmente quando se conjuga com as diversas adaptações cinematográficas delirantes.
Lembre-se também que foi na noite de Halloween que apareceu na terra E.T., o extra-terrestre, no filme de Steven Spielberg. Tratar-se-ia de uma mera coincidência ? Não, com certeza, porque a alma celta não morrera nos nossos mitos modernos. Ela continua a viver, sustentada por todos os fogos, às vezes, infernais, mas sempre mágicos. "



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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

OUTUBRO.I _ RITOS DE OUTUBRO

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...RITOS DE OUTUBRO...


Em "DITOS, MITOS & RITOS", dá-se destaque nesta página, tal como sucedeu relativamente a meses anteriores, a uma listagem de RITOS associados a, ou simplesmente tendo lugar tradicionalmente em, OUTUBRO. Não existe critério especial para além da sequência cronológica na sua apresentação, tal como se encontrava online ( cultodavidapormerlin ):


(* _ Também como anteriormente sucedeu, e em consideração para com os mais cerrados adeptos da Igreja Católica Apostólica Romana, a de maior implantação e ainda quase institucionalizada entre nós, não uso o termo RITUAL, propositadamente para estabelecer a devida distância, aos olhos de quem vê qualquer outra crença como "pagã". Para além desse facto, recorda-se a abundância de informação difundida sobre os calendários litúrgico e hagiográfico respectivos, pelo que não são incluídos aqui.)







AGENDA
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Calendário Lunar


Em Outubro:



7 de Outubro - Ano Novo na Suméria, em honra a deusas como Ishtar e Astarte.


11-13 de Outubro - A Thesmophoria, festival exclusivamente feminino em honra a Deméter e a Kore na Grécia.


12 de Outubro - Fortuna Redux, uma celebração às jornadas Felizes, em Roma.


14 de Outubro - Durga Puja, ou Dasain, no Nepal, Bangladesh e Índia, em honra à vitória de Grande Mãe Durga sobre o mal.


15 de Outubro - Em Roma, purificação da cidade.


16 de Outubro - Lakshmi Puja, ou Diwalii, o Festival das luzes, na Índia; Lakshmi.


18 de Outubro - A Grande Feira dos Cornos na Inglaterra, homenageando o deus Cornudo.


21 de Outubro - Dia de Orsel ou Ursula, deusa lunar eslava.


22 de Outubro - Dia dos Salgueiros, festival mesopotâmico de Belili ou Astarte.


25 de Outubro - Na China, Festival de Han Lu, deusa da Lua e das Colheitas.


26 de Outubro - Festival da Lua Cheia de Hathor no Egipto.
Festival inca dos mortos, Ayamarca, neste período.










"Outubro: Lua De Sangue

/ A Lua da Cura



Curar-se não é apenas livrar-se de uma doença. É também entrar em harmonia com seu corpo, com seus órgãos, com seu ritmo, e conservar seu organismo em equilíbrio. O primeiro passo é o controle da respiração. Inspire e expire consciente dos seus movimentos, da entrada e saída de ar dos pulmões. Todas as noites, antes de dormir, procure visualizar seus órgãos internos. Imagine seu coração batendo, o estômago em movimentos suaves para realizar a digestão, o fígado filtrando o que é bom para o organismo. Evite comer coisas que fazem mal, abstenha-se das bebidas alcoólicas e modere quaisquer tendências a exageros. Com o tempo vai perceber que é possível "ouvir" o seu organismo e dificilmente será vítima de uma doença inesperada. Comer uma folha fresca de sálvia/salva todos os dias também vai ajudar a manter a saúde em ordem." (ritoseditos-merlin-09-02-2006)




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consoling

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

SETEMBRO II _ O EQUINÓCIO DE OUTONO







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SETEMBRO.II _ O EQUINÓCIO


DE OUTONO



Em Astronomia

Equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.
A palavra equinócio vem do Latim e significa "noites iguais". Os equinócios acontecem em Março e Setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do corpo solar está acima (ou metade abaixo) do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o corpo solar encontra-se metade abaixo (ou metade acima) do horizonte. Com esta definição, o dia durante os equinócios têm 12 horas de duração.
No hemisfério norte o equinócio da Primavera ocorre no dia 20 de Março, e o equinócio do Outono ocorre no dia 23 de Setembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério.
No hemisfério sul é o contrário, o equinócio da Primavera ocorre no dia 23 de Setembro, e o equinócio de Outono ocorre no 20 de Março. Estas datas marcam igualmente o início das respectivas estações do ano neste hemisfério.
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quanto está mais longe (afélio).
(Wikipedia)




O SIGNIFICADO ANCESTRAL E AS CELEBRAÇÕES
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DO EQUINÓCIO DE OUTONO


À imagem do que tem acontecido nestas páginas, seguem-se excertos de informação retirada "por aí", relativa a reminiscências de culturas ancestrais que ainda nos nossos dias encontram quem as abrigue, numa riqueza de ritos de aproximação à Natureza e suas manifestações...






A " BUSCA DO INVERNO "


(...) "O Equinócio de Outono (também conhecido por: Mabon, o Segundo festival da colheita, festival do vinho, Festa de Avalon, Alben Elfed) é conhecido por ser um tempo de paz, harmonia e no qual devemos agradecer, relaxar, meditar e fazer uma introspecção, reflectir e renovar as nossas vidas finalizando projectos, fechandp negócios e resolvendo assuntos antigos.

As divindades desta época são: Modron, Morgan, Epona, Persephone, Demeter, Pamona and the Muses, Thoth, Thor, Hermes, e o Green Man.
Os druidas chamavam a esta época Mea’n Fo’mhair e honravam o Green man, divindade das florestas, oferecendo libações às árvores.
O nome teutónico para esta estação é “ A busca do Inverno” e ia desde o primeiro dia do equinócio até dia 15 de Outubro, que é o ano novo nórdico..."(...)






(...) "O equinócio de Outono pode ser celebrado de várias formas. No entanto devido à correria do dia a dia e ao estilo de vida que levamos não nos permitir celebrações que exijam muito tempo e dinheiro aqui ficam algumas sugestões simples e simbólicas.
Nesta época são apropriadas as oferendas à base de cidras, vinhos, ervas e fertilizantes.
Decore a sua casa com objectos alusivos a esta estação e/ou divindades. Pode decorar a sua casa por exemplo com imagens do green man (hoje em dia estas imagens e estatuas podem ser encontradas em várias lojas).
Adorne a sua casa com folhas secas, pode colocar uma taça na sala com folhas secas, bolotas, pinhas, etc.
Queime incensos com cheiros característicos do Outono.
Pratique algumas actividades relacionadas com esta estação como por exemplo a produção de vinho, apanha de ervas, bagas e frutos secos, caminhadas nos bosques ou ofereça libações às árvores.
Prepare uma refeição com os alimentos desta época (alimentos à base de trigo, pães, frutos secos como as nozes, maçãs, vegetais como as batatas, cenouras e cebolas, e vinhos) e reúna-se com a sua família e amigos, relaxem, passem dias tranquilos, desfrutem dos frutos e vegetais da época.


(docantodelilith)

(...) "O último festival do Ano Céltico é realizado no equinócio de Outono, chamado de Mabon ou Herfest (hervest). Marca o término dos esforços do ano, quando os frutos trabalhados são colhidos. Este dia tem de novo a luz e a escuridão em equilíbrio, antes de começar a época sombria. É o segundo festival das colheitas na Roda do Ano, em que se agradece à Deusa o sustento que deu aos homens para alimentar durante o inverno que vem aí. Celebram-se sobretudo as vindimas e a colheita das maçãs, símbolo da vida renovada. Partilhar os frutos da estação entre a comunidade, assim como deixar maçãs e uvas sobre as lápides funerárias como sinal de honra, são práticas antigas comuns aos celtas e aos neo-pagãos. Esta era, tradicionalmente, uma ocasião de grandes banquetes para celebrar as dádivas providas pela Mãe Natureza e para honrar as energias da terra e do céu que haviam nutrido as plantas para que elas pudessem produzir colheitas abundantes. A ceia era realizada no final da colheita, após a qual começava o que era, talvez, a época de mais trabalho para os celtas. Era vital para todos os frutos e grãos fossem colhidos com segurança e armazenados antes que chegassem os ventos e as chuvas do outono. Todos trabalhavam por longas horas e, assim, o banquete era uma recompensa para o trabalho árduo de cada um. Após o banquete que incluia caça, aves, peixes, pães, hortaliças e legumes, frutas, cidra e cerveja, eles cantavam e dançavam até o amanhecer. O tempo que ia de Herfest ao Samhain era uma época para ´por na cama’ os animais e a terra para o ano vindouro. A mente de todos estava no Ano Novo, um tempo de finalizações e novos inícios, de morte e renascimento. Quando a noite se aproximava, também os pensamentos das pessoas se voltavam para dentro, reflectindo sobre as lições e aventuras dos últimos meses e preparando-se para a estação do frio com os seus novos ensinamentos e sabedoria. Todos podiam olhar para trás, examinando um ano de aprendizagem e realizações, porque todos aprendem a viver em harmonia com a terra e o girar das estações, não podendo deixar de adquirir sabedoria e entendimento. Mabon também é conhecido como a festa de Avalon e da colheita do vinho. A época da caça grossa começava nesta altura do ano. Por isso, a data é dedicada aos deuses da caça, da pesca e da plenitude, em agradecimento pelos benefícios já recebidos ou ainda aguardados. A data astrológica correspondente é quando o sol atinge os 0º no signo balança.Para a igreja católica, o dia 25 de Setembro é o dia do Arcanjo Miguel, por oposição ao equinócio de primavera em que se comemora o Arcanjo Gabriel. Na perspectiva mitológica, este é o dia em que o Deus Luz (Rei Carvalho) é vencido pelo seu irmão gémeo alter-ego, o Deus da Escuridão (o Rei Azevinho). A noite conquista o dia ao tornar-se cada vez mais longa. A morte simbólica do Deus é representada pelo poder do sol que enfraquece. O Deus também se identifica com uma figura de folclore anglo-saxónica, John Barleycorn, um espírito dos campos do milho, cujos grãos são um símbolo solar. A efígie desta figura costuma ser queimada no campo durante as festas. Este costume pode estar na origem da ideia que os druidas faziam sacrifícios humanos. O primeiro a dizer que os druidas sacrificavam pessoas foi Júlio César, na obra ‘De Bello Galico’, embora admita nunca ter presenciado tal ritual e nem sequer conhecer ninguém que o tenha visto. No entanto vários historiadores posteriores repetiram e aumentaram a sua história, tentando dar uma visão bárbara e cruel do povo celta. Havendo tantos sacrifícios rituais, ano após ano, com certeza restariam vestígios arqueológicos, como esqueletos com mutilações, fracturas ou restos de carbonização. Pelo contrário, além de não existir nada que possa provar a veracidade de tal acto, o que se conclui com essas histórias é que não passavam de propaganda negativa para com esse povo. Tanto que na ilha de Mona (País de Gales) os druidas tinham uma tal reverência pela vida que recusaram pegar em espadas para se defenderem dos soldados romanos, que os massacraram. Na Irlanda, além dos druidas não pegarem em espadas ou armas, também era considerado um sacrilégio desembainhar uma espada na sua presença. Até alguém provar o contrário, é muito difícil, se não mesmo impossível, admitir que alguma vez tivessem sido praticados sacrifícios de pessoas ou animais, porque tal não corresponde de maneira alguma à ideologia céltica/druidica. No ritmo do ano, Mabon marca o tempo de descanso depois do trabalho das colheitas." (Por Lilith Le Fay-19-09-2005)





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rocking chair

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terça-feira, 26 de agosto de 2008

SETEMBRO.I : Agenda dos RITOS...








SETEMBRO.I : Agenda dos RITOS...*



Em "DITOS, MITOS & RITOS", dá-se destaque, nesta página, a uma listagem de RITOS associados a, ou simplesmente tendo lugar tradicionalmente em, SETEMBRO. Não existe critério especial para além da sequência cronológica na sua apresentação, tal como se encontrava online ( cultodavida ):

(* _ Em consideração para com os mais cerrados adeptos da Igreja Católica Apostólica Romana, a de maior implantação e ainda quase institucionalizada entre nós, não uso o termo RITUAL, propositadamente para estabelecer a devida distância, aos olhos de quem vê qualquer outra crença como "pagã". Para além desse facto, recorda-se a abundância de informação difundida sobre os calendários litúrgico e hagiográfico respectivos, pelo que não são incluídos aqui.)


Em Setembro:






8 de Setembro - No Tibete, o Festival das Águas, honrando regatos e duendes das águas.

10 de Setembro - Twan Yuan Chieh, ou festival feminino da reunião, um festival lunar em honra a Ch'ang-O, na China.

13-14 de Setembro - Cerimónia do Acender do Fogo no Egipto, em honra a Néftis e aos espíritos dos mortos.

18 de Setembro - O Chung-Chiu, ou festival chinês da Lua da Colheita, honrando a deusa lunar Ch'ang-O; aniversário da Lua. Normalmente ocorre na Lua Cheia.


19 de Setembro - Em Alexandria, no Egipto, um jejum de um dia em homenagem a Thoth, deus da sabedoria e da magia.


21 de Setembro - No Egipto, Festa da Vida Divina, uma celebração em homenagem à tripla deusa como: Donzela, Mãe e Anciã.


22 de Setembro - Equinócio de Outono, Morte de Tiamat na Sumária.
23 de Setembro - Festival de Némesis, deusa do Destino, na Grécia.

23 de Setembro - 1° de outubro - Festival sagrado Grego de Nove Dias da Grande Elusínia

27 de Setembro - Choosuk, ou Festival da Lua, na Coréia do Sul e em Taiwan, o qual honra os espíritos dos mortos. Nascimento de Atena na Grécia.

30 de setembro - Festival de Témis como governante de Delfos.

Lua Cheia - Festival de Ciuateotl, a deusa mulher serpente; aztecas e toltecas.

O Disirblot, ou Disablot, de Freya, marcava o início do Inverno para os nórdicos.






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amen:P
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

AGOSTO II _ Mês De Festival Ancestral...

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AGOSTO II _ MÊS DE FESTIVAL

ANCESTRAL...

...LAMMAS...


Tal como foi anunciado anteriormente, e ainda como o próprio nome deste "blog" sugere, sempre que a lembrança me ocorrer, tentarei trazer por estas bandas algo que esteja em relação com tradições, celebrações, rituais ou aspectos da vida da Humanidade, independentemente dos limites temporais (nos seus duplos sentidos...), desde que deles haja notícia _ e fonte acessível .
Já aqui se trataram temas de rituais e concepções do mundo que precederam as religiões monoteístas, sem, no entanto, terem em alguns casos cessado de coexistir com estas, tendo-se inclusive verificado alguma tendência para o reaparecimento ou recrudescimento desses cultos ou para-religiões. Não é claro se a facilidade das comunicações tem contribuído para essa impressão ou se para tal ocorrência existem outros fundamentos, também aqui muito por alto abordados. Acontece que é incontornável a importância que os astros, sobretudo os mais próximos da terra, representam para os ciclos de vida no planeta, e por consequência, os seus efeitos em como a vida se desenvolve, tendo, por esse motivo tão óbvio, dado origem às primevas religiões centradas nesses _ entre ou juntamente com outros _ aspectos da Natureza .

Correspondendo à divisão do ciclo que corresponde ao "movimento" do Sol e às transformações daí decorrentes, existiam quatro festivais maiores, ainda presentes no que se conhece sobretudo da religião celta, e que de certo modo continuam a ter permanência nos ritos ou celebrações da chamada religião Wicca, entre outros cultos dedicados a moderna "feitiçaria", radicando, de um modo geral, nesses cultos ancestrais. Estes festivais tinham _ e parece continuarem a ser conhecidos por eles _ o nome de "Sabatts". E passo à apresentação de informação recolhida (em: avessodoavesso; portaldafeitiçariaeoutroswiccans;wikipedia.-adapt.)




"Lammas é o primeiro festival dos 'Sabbats' das colheitas. O trabalho do Verão e da Primavera está finalmente terminado nessa primeira colheita. Oferendas de pão são servidas ao Povo das Fadas e deixadas para os animais. Durante esse tempo poderia honrar-se a Deusa como a Senhora da Abundância e o Deus como o Sol que caminha para a morte, deixando libações de pão e cidra em Sua homenagem. Lammas, ou Lughnashad, o festival céltico ou celta em homenagem ao Deus Sol, ocorre em 1 de Agosto no hemisfério Norte e a 2 de Fevereiro no hemisfério Sul. Essa é a celebração das primeiras frutas da colheita. O Deus Sol transforma-se então no Deus das Sombras, doando a sua energia às sementes para que a vida seja sustentada, enquanto a Mãe se prepara para assumir o seu aspecto de Anciã.

É o tempo de ensinar o que se aprendeu, com os frutos já colhidos. Ramos de trigo assim como bonecas de milhos são símbolos tradicionais desse Sabbat. O pão é colocado sobre o Altar decorado com frutas e vegetais da colheita. Isso representa o início do ciclo da colheita. No Neopaganismo Ocidental, este é um festival dos grãos e por isso é chamado muitas vezes  "o Sabbat das primeiras frutas".
Lammas honra o Deus celta Lugh, o Deus das colheitas, do Fogo, da luz e do Sol. Ele foi o Rei dos Tuatha de Danan e consorte de Dana, a primeira Grande Mãe da Irlanda. Dana, como a rainha de Lugh e a Deusa Mãe, é também honrada nesse Sabbat. A Morte sacrificial e o renascimento de Lugh, assim como a colheita dos grãos, estão sempre ligados a Lammas, a simbolizar o Deus 
que sempre morrerá para renascer novamente através da benevolência da Deusa.


Outros aspectos desse Sabbat contêm a representação do crescimento do nascimento, da honra e do agradecimento à Deusa pelo seu ventre que cultivou as sementes, e a Lugh, no seu aspecto de Deus Sol, pelas bênçãos e fertilização do ventre da Deusa com o seu calor e luz. Lammas é um dos festivais celtas do Fogo. Na Irlanda corridas e jogos eram feitos em nome de Lugh e da sua mãe criadora Talitu. Lammas, que significa "massa do pão", é um nome mais recente para se referir a Lughnashad e começou a ser utilizado na Idade Média. É o dia em que os pães, feitos dos primeiros grãos das colheitas, são servidos e oferecidos aos Deuses antigos. Lammas é o tempo de honrar os aspectos de fertilidade e união da Deusa com o Deus, para gerar a fertilidade. Lammas é um dos quatro grandes Sabbats. Ocorre a ¼ de ano da chegada de Beltane. É um tempo tradicional para os trabalhos da "Arte" dos neopagãos. Para estes, ou os Wiccanos, o sentido da visão da luz que traz a frutificação das sementes da Primavera é o mistério de Lammas. Mas esse Sabbat também é um momento de espera, quando as sementes são colhidas na esperança de novas vidas que virão.
Um dos costumes modernos dos pagãos é construir nesse dias, como parte da comemoração de Lammas, bonecas de milho ou pequenas figuras feitas com pão. As bonecas são colocadas no Altar para representar a Deusa Mãe que preside à colheita. Uma nova boneca é feita nesse Sabbat e a antiga é então queimada para trazer boa sorte.
Lughnashad (que significa literalmente "festa ou festival de Lugh") era a festa celta que comemorava os jogos funerais de Lugh. Porém, não a morte de Lugh, mas os jogos que ele instituicionalizou para honrar a morte da sua mãe adoptiva, Talitu. Por isso Lughnashad da Irlanda é chamada "Talitu Games". Uma característica comum dos jogos eram os casamentos de Talitu, os casamentos informais que eram firmados por um ano e um dia ou até o próximo Lammas. Durante esse período, o casal decidiria se queria ficar junto ou romper com o casamento para que cada um seguisse o seu próprio caminho. Esses casamentos foram comuns até os anos 1500 e as cer
imónias eram geralmente celebradas por um poeta, um bardo ou um Sacerdote ou Sacerdotisa da Antiga Religião. Para muitos do Ocidente o início de Agosto, no hemisfério Norte, prenuncia a expectativa da colheita do trigo. Uma das lendas conta que em Lammas o Rei de Tara fez uma festa contendo um produto de cada província do seu reino. E não só mostrou como e quanto o seu reino era próspero, como também o seu agradecimento pela colheita. Por isso esse é o festival que dá graças por toda a bondade recebida da Mãe-Terra. Como parte desse processo de agradecimento, a primeira colheita de grãos maduros é colocada dentro da massa do pão que é partilhado por todos os membros da comunidade que festejam o Sabbat. As massas são moldadas na forma de Sol, simbolizando o Deus da colheita, ou simplesmente em formato redondo representando a Deusa e a Roda do Ano, ou em forma circular com um trigo no topo. Pães recém-assados são parte importante da celebração de Lammas. O pão é elementar por si mesmo: Terra, Ar, Fogo e Água são combinados numa substância que sustentou milhares de pessoas durante séculos.
O pão combina as sementes da terra (farinha), com a água, a substância que deu origem a todas as coisas. O s
al é o grande agente purificador. Levedura, o sagrado transformador dos Deuses, o segredo. Quando o amassamos, estamos a trabalhar com a energia do ar, pois é assim que o pão ganha forma. Finalmente, quando vai ao forno, entra em contacto com o elemento Fogo. Dessa forma todos os elementos estão presentes no pão. Em Lammas o Sol começa a declinar no céu, mas o grande calor do dia não evidencia a diminuição da luz. É o momento de celebrar a generosidade da colheita com poderosos ritos de gratidão. O Deus lentamente debilitado sacrifica-se para alimentar o seu povo. Simbolizando o milho colhido, o Deus assume o papel de salvador para preservar a vida na Terra. Este é o primeiro Sabbat da parte escura do ano. Lammas, como um festival de fogo e de colheita, assume muitos temas sacrificiais. Os antepassados sabiam que, para receber algo, deveriam dar primeiro. Sacrificavam o melhor da primeira colheita para assegurar que as colheitas subseqüentes fossem abundantes e cada vez maiores. Essa cerimónia sacrificial tornou-se o ponto central dos rituais de Lammas. Antigamente, nesses rituais havia uma efígie do Deus Milho feita com vime e outros materiais. O homem de vime era preenchido com todos os "sacrifícios"/ofertas da aldeia. Frutas, grãos, riquezas, vinho e outras oferendas eram colocados no interior. Uma fogueira enorme era construída e consagrada. Durante a cerimónia de Lammas, o homem de vime era lançado sobre o Fogo e sacrificado, levando assim os desejos das pessoas até ao mundo dos Deuses. Esse Poderoso ritual usa o simbolismo do Fogo como o elemento mais etéreo e primitivo na Natureza. Enfatiza a relação do Fogo com os Deuses da vida e a centelha da criação. Por incrível que pareça, ainda há quem execute esse rito de Lammas, o homem de vime hoje é feito de grãos, ou milho. Nenhum oferecimento de qualquer fonte animal é usado. Oferendas típicas incluem grãos, flores, frutas, incensos, ervas, pedras, perfumes, desejos escritos no papel. O ritual incluí um banquete fantástico com muitos pães frescos e frutas.
Lammas será o tempo de mostrar gratidão pelo que se começou a receber e sacrificar o que se puder para receber mais.


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darth vader.
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